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Manaus
POLICIAMENTO

PMs de Manaus são obrigados por Comando a fazer necessidades fisiológicas na rua

Eles precisam pedir autorização para urinar na sede ou acabam usando banheiros de moradores. O motivo é para evitar que viaturas deixem o patrulhamento 08/11/2017 às 05:01 - Atualizado em 08/11/2017 às 09:49
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Foto: Arquivo A Crítica
Joana Queiroz Manaus (AM)

Policiais militares lotados no 7º Comando de Policiamento de Área (CPA), na Zona Leste de Manaus, estão tendo que fazer as necessidades fisiológicas deles na mesma área onde estão fazendo patrulhamento, isto é, na casa de moradores, bares, comércios. E quando a coisa aperta eles estão recorrendo ao “matinho” ou até mesmo “fazendo na rua” por trás da viatura.

De acordo com um grupo de pelo menos quatro policiais, que preferem não revelar os nomes por temerem represálias, essa situação começou após o retorno do policiamento comunitário, semelhante ao programa “Ronda no Bairro”. Ocasião em que o comandante do CPA, Marcelo Harraquian, baixou uma determinação com essa orientação.

De acordo com a determinação, os policiais devem fazer as necessidades fisiológicas na sub-área de atuação, que é onde eles estão fazendo o patrulhamento, e quando isso não for possível, os policias devem pedir autorização do Centro de Comando de Operação (Cecopom).

Constrangimento

Segundo os policiais, antes, quando sentiam vontade de fazer necessidades fisiológicas, eles iam normalmente à base, faziam e voltavam. Agora dizem que estão sendo constrangidos e obrigados a pedir de terceiros para usar banheiros. “Nem todos nos permitem, outros demonstram má vontade”, disse uma policial.

Para a militar, diante da urgência, muitas vezes ela e os colegas estão recorrendo ao “matinho”, ou ainda ligando para o 190, para pedir autorização para urinar. “Atento, policial fulano pedindo autorização para fazer o número um (ou dois)” é o pedido que eles devem fazer.

O comandante-geral em exercício da Polícia Militar, coronel Álvaro Cavalcante, disse à reportagem nesta terça-feira (7) que não tinha conhecimento do caso e que vai se informar e analisar a situação. “Ainda não dá para falar nada sem ter conhecimento dos fatos”, disse.

O outro lado

O comandante Marcelo Harraquian disse para o Poral A Crítica que não está proibindo que os policiais façam as necessidades fisiológicas na base, mas que isso seja devidamente comunicado ao Centro de Comando de Operação, que é quem gerencia e controla o movimento das viaturas nas ruas. Ele disse que a medida visa evitar que as viaturas deixem o seu lugar de atuação por qualquer motivo.

“Tem policial que quer viver livre, usando a viatura para deixar pessoas em casas, fazer serviços particulares, e isso não vamos deixar”, disse. “Eu não me importo que falem isso. O meu compromisso é com a segurança da população e as viaturas tem que estar na sua área de atuação, para que ela seja vista pelos moradores”, completou Harraquian.

A íntegra da determinação

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