Sábado, 24 de Agosto de 2019
ALVARÁ DE SOLTURA

PMs do 'Caso Grande Vitória' são liberados após um ano e quatro meses de prisão

Defesa argumentou que provas para manter os sete policiais presos eram frágeis e Justiça liberou os suspeitos com o uso de tornozeleira eletrônica



content_trio_123.JPG (Foto: Arquivo AC)
20/03/2018 às 12:38

Três jovens desaparecidos dados como mortos. Sete policiais militares presos suspeitos de envolvimento no crime. Esse é o resumo do “Caso Grande Vitória”. Um ano e quatro meses depois, os policiais receberam alvará de soltura e foram liberados provisoriamente, sob circunstâncias, a pedido da advogada Martha Gonzalez, no dia 1º deste mês.  A decisão foi tomada três dias após a primeira audiência de instrução sobre o caso. O crime pela qual os PMs respondem aconteceu no dia 29 de outubro de 2016. 

Com tornozeleira eletrônica, as medidas cautelares para os réus incluem: não se aproximar de testemunhas, recolhimento aos domingos e apresentação mensal ao Tribunal de Justiça do Amazonas.

“Eles estão de tornozeleira e eu prefiro que seja assim mesmo. Fiquei sabendo que a família de uma das vítimas foi à secretaria de segurança alegar que estaria sofrendo ameaças deles (policiais). Isso não é verídico, há o acompanhamento”, comenta a advogada Martha Gonzalez.

Representante de quatro dos sete policiais, Martha defende que, desde o início da investigação, há contradições nos testemunhos e provas do caso. Baseada nas argumentações da defesa, a justiça cedeu o alvará de soltura e eles vão aguardar o julgamento em liberdade. 

“As provas do caso são muito frágeis, alego isso desde o início. A viatura, por exemplo, aparece em certas imagens que a justiça possui, mas o GPS do carro, por exemplo, indica que eles não fizeram o percurso indicado. Há questionamentos em aberto” explica Martha, que representa Luiz Ramos, Cleidson Eneas Dantas, Eldeson Alves de Moura e Isaac Loureiro da Silva.

Até hoje não foram encontrados os corpos das três vítimas. Uma audiência de instrução sobre o caso foi realizada no último dia 26. Na ocasião, as mães das vítimas pediram uma chance de dar um "enterro digno" aos filhos. 

Relembre o caso

Os três jovens (Alex Júlio Roque, Rita de Cássia Castro da Silva e Weverton Marinho) desapareceram no dia 29 de outubro de 2016 após uma abordagem policial no bairro Grande Vitória, na Zona Leste da capital.

O aspirante da Polícia Militar Luiz Ramos é apontado como o mandante do crime. Baseado no inquérito policial da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o Ministério Público (MP-AM) denunciou oito policiais militares da 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) como os responsáveis pelo desaparecimento dos jovens. Sete foram presos.

Os outros denunciados são José Fabiano Alves da Silva, Edson Ribeiro Costa, Ronaldo Cortez, Eldeson Alves de Moura, Cleidson Eneas Dantas, Denilson de Lima Corrêa e Isaac Loureira da Silva.

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