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Manaus
Princípio de rebelião

Policiais presos fazem motim no Batalhão de Guarda da PM, em Manaus

O motivo seria o cancelamento das visitas de parentes ao presídio, que aconteceria hoje, e também a falta de energia na noite de ontem no local 21/04/2016 às 16:31 - Atualizado em 21/04/2016 às 17:41
Vinicius Leal Manaus

Um princípio de motim foi registrado na tarde desta quinta-feira (21) no Núcleo de Implantação de Presídio Militar da Polícia Militar do Amazonas, conhecido como Batalhão de Guarda da PM, localizado no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte de Manaus.

Conforme informações confirmadas pela assessoria de imprensa da PM, os policiais militares presos queimaram jornais e livros no corredor que divide as celas, em protesto. O motivo do princípio de rebelião foi o cancelamento das visitas de parentes, que aconteceria ao longo desta quinta, a superlotação da unidade e também pela interrupção no fornecimento de energia na noite de quarta-feira no local.

Segundo peritos da Polícia Civil que foram ao local, o fogo e a fumaça se alastraram rapidamente pelo corredor e os PMs presos chegaram a quebrar a porta que dá acesso das celas para o pátio. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas ao chegarem ao Batalhão de Guardas o fogo já havia sido controlado.

“Houve princípio de rebelião por parte dos presos porque ontem houve falta de energia e hoje foi cancelada a visita”, informou a assessoria por telefone. Segundo a PM, as visitas são oficialmente feitas aos sábados e domingos, mas também aconteciam nos feriados. Porém, o novo diretor da unidade decidiu mudar isso.

“Eles eram acostumados a ter (visitas) também nos feriados. O novo diretor tomou essa decisão de mudar (deixas as visitas somente nos finais de semana). Eles não estão gostando da nova direção”, informou também por telefone um funcionário da assessoria de imprensa.

Até a publicação desta matéria, advogados, presidentes de associações de policiais e os comandantes da Polícia Militar negociavam com os presos o fim do motim. Não houve feridos nem reféns.

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