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Policiais que descumpriram ordens têm habeas corpus mas continuam presos

Segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Almir David, será aberta uma investigação para identificar se houve abuso de autoridade por parte do supervisor de área que exercia a função. O advogado dos PMs já está com o documento de soltura 07/09/2013 às 20:04
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Esposa do soldado teria chamado o marido para averiguar uma tentativa de roubo na casa
OSWALDO NETO Manaus (AM)

Os três policiais da 21ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) que descumpriram ordens de um superior após irem averiguar uma suspeita de roubo na casa da esposa de um deles, já tiveram seus habeas corpus expedidos mas ainda não foram liberados. Eles responderão pela infração em liberdade.

Em entrevista ao ACRITICA.COM, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Almir David, afirmou que os PMs já foram soltos e que não cometeram crimes contra a honra do Batalhão, porém, as esposas dos policiais afirmam que nenhum deles foi libertado até a noite deste sábado (7).

Ainda segundo o coronel, os soldados Douglas Almeida, William e Pedro Henrique Santos continuarão exercendo seus cargos normalmente na Companhia. “O caso será apurado em 1 ano e como é um assunto interno que envolve a família de um dos militares, o julgamento em liberdade é o procedimento mais cabível”, disse.

O comandante também informou que será aberta uma investigação para identificar se houve abuso de autoridade por parte do supervisor de área Wisley Souza, o qual não teria permitido o deslocamento dos policiais até a residência e acionado outra viatura que fazia ronda na área.

Famílias desmentem boato de soltura

A esposa do soldado Pedro Henrique Santos, Roziete Alves, 25, afirma que o marido continuava preso no momento em que falou com a reportagem, às 20h de sábado. "O advogado entrou com um pedido para ele aguardar o julgamento em liberdade, mas não há previsão de quando ele pode ser solto". A mulher do policial Douglas Almeida, Nelle Pinheiro, 26, confirma a versão. "Não tivemos contato com o advogado, mas o que sabemos é que eles ainda não foram soltos e que o juiz precisa assinar algum documento", diz.

Segundo o advogado que está acompanhando o caso, Juvenal Botelho, um pedido de liberdade provisória já foi encaminhado ao juiz plantonista da Vara Criminal do Fórum Henoch Reis, Mauro Anthony, e o Ministério Público do Estado se mostrou favorável. Botelho também acrescentou que a expectativa é que os PMs sejam soltos neste domingo (8).   

Relembre o caso   

Por volta de 0h30 da última sexta-feira (6), um indivíduo tentou arrombar o portão da casa de Roziete, moradora da rua Comendador J. G. Araújo, Santo Antônio, na Zona Oeste de Manaus.

A mulher estava com os dois filhos, um de cinco anos e outro de cinco meses quando ouviu ruídos na entrada. Imediatamente ela ligou para o marido, o soldado Henrique Santos, que estava de plantão junto com os policiais D. Almeida e William.

Após receber a ligação da esposa, o policial pediu licença para averiguar a situação mesmo sabendo que a área do roubo não compreendia a da sua viatura. O aspirante oficial que trabalhava como supervisor de área, Wisley Souza, não teria permitido o procedimento e acionou outro veículo que não encontrou o endereço.

Os PMs desobedeceram as ordens do superior e se deslocaram até a casa de Henrique, sendo presos em seguida por abandono de posto (art. 195 CPM) e recusa de obediência da parte de insubordinação (art. 163 CPM).


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