Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
SAÚDE PÚBLICA

Policlínica Codajás realiza exames sem agendamento para hanseníase até sexta (11)

A hanseníase é uma doença infecciosa, não hereditária, cujos sintomas incluem manchas brancas, avermelhadas ou amarronzadas e com perda de sensibilidade em qualquer parte do corpo



hansen_ase_EF9592AA-ADE9-4CCE-9735-943D88E9F0B0.JPG Foto: Yasmin Feitosa /Free Lancer
07/01/2019 às 17:11

A Policlínica Codajás realiza atendimentos e exames sem agendamento para identificação de casos suspeitos de hanseníase até sexta-feira (11). A unidade também promove palestras de médicos dermatologistas para esclarecer aos pacientes dúvidas sobre o diagnóstico e encaminhamento para exames e consultas. As atividades fazem parte das ações da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) alusivas ao “Janeiro Roxo”, campanha de conscientização sobre a doença que acontece este mês em todo o Brasil.

A campanha começou nesta segunda-feira (07). A diretora da Policlínica Codajás, Shaira Castro do Vale, ressaltou que, às vezes, a pessoa tem uma mancha, mas não consegue ir a uma consulta com o dermatologista ou com o clínico-geral. A unidade, neste caso, está de portas abertas para facilitar esse acesso durante a ação. “A hanseníase é uma doença que ainda não foi erradicada, e existem muitos registros no Amazonas”, frisou.

A hanseníase é uma doença infecciosa, não hereditária, cujos sintomas incluem manchas brancas, avermelhadas ou amarronzadas e com perda de sensibilidade em qualquer parte do corpo.

A dermatologista Aline Grana, da Policlínica Codajás, alerta para os riscos da hanseníase. “É importante investigar quando o paciente apresenta uma lesão suspeita, que pode ser acompanhada com a perda de sensibilidade, bem como de pelos na área afetada. A doença, apesar de ter cura, pode provocar deformidades se o diagnóstico for tardio ou se não for adequadamente tratada”, apontou.

A doméstica Juliana de Souza Almeida, 45, contou que há três meses tenta marcar uma consulta dermatológica pelo Sistema de Regulação (Sisreg) e não consegue. Por isso, quando soube da campanha na Policlínica Codajás não perdeu a oportunidade. “Fiquei muito preocupada quando uma mancha suspeita apareceu. Preciso saber o que é. Seja o que for quero fazer tratamento e ficar curada”, disse.

A enfermeira Nice Varela, da Policlínica Codajás, explicou que, durante esta semana, pela manhã serão ofertadas as consultas dermatológicas de casos suspeitos, sem agendamentos e, pela tarde, as palestras educativas a fim de sensibilizar a comunidade para que procure mais rápido possível a detecção da doença e o diagnóstico precoce. “A hanseníase é uma doença curável”, salientou.

A Policlínica Codajás está localizada na avenida Codajás, nº 26, bairro Cachoerinha, Zona Sul.

Número de casos

Dados da Fundação Alfredo da Mata (Fuam) apontam que foram registrados em 2017, 127 novos casos de hanseníase em Manaus. Em 2018, foram notificados 98 casos. No Estado do Amazonas, foram 453 novos casos em 2017 e 370 casos notificados em 2018.

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