Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021
Entrevista

‘Política significa o cuidado para com a sociedade’, afirma arcebispo de Manaus

Em entrevista ao A CRÍTICA, Dom Leonardo Steiner ressalta o papel da Igreja em cobrar políticas públicas para acabar com o desemprego e a fome; além de lutar por melhores condições aos trabalhadores



ABC12D6B-3DF0-4BA1-9DDE-6005110693F4_AA1D2DD5-DC01-4BED-BD6B-FFEB9C2F8967.jpeg Foto: Gilson Mello
18/09/2021 às 14:32

Coordenador do Grito dos Excluídos no Amazonas, movimento que há 27 anos denuncia as mazelas sociais do país, o chefe da Igreja Católica no Estado, Dom Leonardo Ulrich Steiner disse que, na condição de bispo, tem a obrigação de ter uma posição política. “Não política-partidária. Política significa então o cuidado para com a sociedade”, ressalta o religioso.

Na entrevista concedida para o A CRÍTICA, Dom Leonardo fala sobre o papel da Igreja em um país com mais de 14 milhões de desempregados, onde a fome avança e a inflação corrói os salários dos trabalhadores, à luz da opção pelos pobres pregada pelo Papa Francisco. "Quando falo dos pobres eu sou elogiado, quando pergunto por que eles são pobres me chamam de comunista", diz Dom Leonardo parafraseando Dom Helder Câmara. A seguir trechos da entrevista. 



O senhor assumiu o comando da Arquidiocese pouco tempo antes da pandemia, em janeiro. Como foi esse período de adaptação em meio às adversidades impostas pelo coronavírus? 

Aparentemente a pandemia impediu o meu conhecimento da Arquidiocese, mas eu conheci uma Arquidiocese que talvez não fosse conhecida. A generosidade do povo, a religiosidade que o povo tem, a solidariedade, o cuidado para com os pobres e isso me ajudou muito a perceber a riqueza que é a Arquidiocese mas também, a riqueza que nós temos de culturas diferentes. Apesar da pandemia isso tudo foi possível perceber e para mim foi de grande valia. 

A pandemia agravou os problemas sociais do Brasil, o senhor vê um retrocesso no combate à fome e à miséria?

O primeiro retrocesso é enquanto a saúde. Em Manaus, nós tivemos um verdadeiro baque. Nós ficamos devendo à população, mas fomos percebendo também o aumento da pobreza, o aumento da fome, o aumento do desemprego, criando uma situação social que será de difícil solução. 

Dom Leonardo Steiner foi um dos coordenadores do Grito dos Excluídos e Excluídas neste ano em Manaus | Foto: Maria Luiz Dacio

O Grito dos Excluídos e Excluídas gerou uma série de críticas de apoiadores do presidente Bolsonaro promovendo uma campanha em desfavor da Igreja, afirmando que o ato seria arquitetado por movimentos políticos-partidários ligados à esquerda. De qual forma o senhor avalia esses posicionamentos?

O Grito dos Excluídos tem uma história. As pessoas estão desligadas da história. O Grito dos Excluídos tem 27 anos. E o grito sempre foi uma tentativa de trazer à vista da sociedade os homens e mulheres excluídos da sociedade. Nesse ano nós abordamos algumas questões que para Manaus é muito importante. Nas manifestações [em favor do presidente] não apareceu a questão do desemprego, não apareceu a questão da fome, não apareceu a questão da economia, mas no Grito dos Excluídos apareceu, porque nós que distribuímos cestas básicas sabemos onde está acontecendo a fome e quantas pessoas estão passando fome na nossa cidade de Manaus. Se os outros movimentos ou mesmo partidos vieram participar está ótimo. Agora, nunca foi uma manifestação político-partidária. Política sim, porque faz parte da discussão, faz parte do Grito dos Excluídos tentarmos mostrar a realidade como ela é. 

Uma espécie de campanha nas redes sociais tem direcionado críticas contra o Papa Francisco e seus posicionamentos "progressistas" de ver a religião católica. Por que o Papa incomoda tanto?

O Papa Francisco incomoda porque ele está mostrando as estruturas desonestas e injustas que existem na sociedade. Papa Francisco foi criticado porque tenta mostrar que o evangelho tem a ver com a concretude da vida das pessoas. O Papa Francisco é criticado porque mostra que faz parte da vida do evangelho a misericórdia e a misericórdia sempre tem a ver com os pobres e os excluídos, sempre tem a ver com a ecologia. Quando o Papa Francisco é criticado, ele é criticado não por todos, mas por determinados grupos e são esses grupos que também tentam criticar a Arquidiocese. Essas críticas até ajudam a mostrar ainda mais a importância das colocações e das perspectivas que mostra Papa Francisco e que nós na Arquidiocese de Manaus tentamos seguir. 

Steiner assumiu o título de Arcebispo de Manaus em janeiro de 2020 | Foto: Maria Luiza Dacio

Um dos pontos que têm avançado a partir da perspectiva de Francisco é o amparo aos mais pobres no Amazonas, as bases das Pastorais do Povo de Rua tem avançado nesse sentido. Como tem funcionado essas ações na Arquidiocese? Como trazer os fiéis para essas frentes de defesa aos marginalizados?

É um caminho. Ninguém acorda de uma hora para outra. É um caminho de meditação, diálogo e um caminho que as pessoas talvez participando ativamente percebam as necessidades, os sofrimentos, as mortes, as injustiças e comecem a perceber que tudo isso precisa da cura do Evangelho. Então quando nós acordamos como está fazendo com o Papa Francisco para as realidades humanas tão difíceis e tão sofridas, nós estamos acordando para o que é mais humano. O Evangelho é sempre a transformação do humano. Humano significa as pessoas na sua dignidade. A Arquidiocese tem feito um grande esforço sim e a pandemia veio nos ajudar a descobrir ainda mais a nossa missão de estarmos com os pobres.

O Brasil é majoritariamente um país cristão. Em contraste a isso há uma desigualdade que, aparentemente, não condiz com os conceitos do Evangelho. A Igreja falhou na condução do pensamento dos fiéis em relação à pobreza e à miséria?

É muito fácil dizer que a Igreja errou. Nós sempre somos um pouco as nossas circunstâncias. Nós sempre somos parte de uma história. E claro que a Igreja em muitos aspectos falhou. São João Paulo II, inclusive, pediu perdão, por diversos erros passados da Igreja. A nossa tentativa atual é sermos uma Igreja presente. Uma Igreja misericordiosa, uma Igreja consoladora, uma Igreja que busca a mudança da sociedade, onde impere a justiça, impere a fraternidade e nisso nós não podemos errar. Isso tudo é muito exigente, e claro quando nós falamos de Igreja estamos falando de todos. Também aqueles que são contra o Papa Francisco, também aqueles que são contra determinadas ações da Arquidiocese. É muito difícil nós dizermos onde a Igreja errou. A Igreja continua errando quando pessoas não aderem à questão da justiça, não aderem à democracia, não aderem ao cuidado com os pobres. 

Um nome que ficou em evidência em âmbito nacional foi o do padre Julio Lancelotti que acumula uma série de 'haters' pelas ações em defesa dos mais pobres. Como o senhor avalia esses ataques?

Tem uma frase muito significativa de Dom Helder Câmara que diz assim: "quando eu falo dos pobres eu sou elogiado, quando eu pergunto por que eles são pobres me chamam de comunista". Então quando nós estamos tentando mostrar a questão da dificuldade social para a sociedade não é tão simples assim, se recebe críticas mesmo. Quer dizer a pessoa no seu modo de estar com os pobres está questionando a sociedade e por isso a reação. A reação em si a partir da posição da pessoa no caso o padre Lancelotti de estar com os pobres eu acho muito positivo porque está questionando o modo de ser da sociedade, o modo de cuidar dos pobres. Por que tanta gente fala? Fala, porque em primeiro lugar apoia, admira mas também aqueles que não admiram criticam porque estão sendo tocados pela generosidade e pela opção do Evangelho que levou ele a fazer. 

Para o arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, a Igreja deve cobrar políticas públicas | Foto: Maria Luiz Dacio

Observamos membros da Igreja, incluindo padres, se posicionando publicamente a favor de partidos A ou B. Qual a sua visão sobre esse assunto? É correto que o clero tome partido em favor determinados políticos?

Nunca é bom que um padre se envolva com partidos políticos, mas com a política, ele tem a obrigação. Eu como bispo tenho a obrigação de ter uma posição política. Não política-partidária. Política significa então o cuidado para com a sociedade. Agora os leigos devem se engajar em partidos políticos. É obrigação do leigo. Nós católicos estamos muito distantes da política. Nós temos que nos engajar politicamente. São eleitos sempre determinados grupos, cadê os pobres nas eleições? Cadê as pessoas que têm o desejo de viver eticamente? Nós precisamos realmente agir politicamente. Eu sou de novo obrigado a dizer aquilo que o Papa Francisco diz: a política é um gesto de amor. É um gesto de cuidado. A política-partidária é uma outra coisa. A política-partidária são as opções que se fazem pelas ideologias próprias e dentro disso cada um precisa escolher. 

A presença dos católicos nos movimentos contrários ao autoritarismo no regime militar foi muito forte. Como o senhor observa esse flerte do Brasil com questões antidemocráticas hoje em dia?

Também no tempo da ditadura nós tínhamos pessoas que eram favoráveis à ditadura e que eram católicos, quer dizer, também eram da Igreja. Não foi que toda a Igreja Católica esteve contra a ditadura inclusive logo no início achou que era uma ação necessária. Com o passar do tempo os bispos, padres e leigos foram percebendo que não era bem assim. E abertamente eles confrontavam a ditadura. Existiam dentro do próprio Exército católicos que apoiaram o regime, como também de outras religiões. Agora, no momento atual, acontece a mesma coisa. Agora nós vivemos um tempo diferente daquele da ditadura. Era um regime. Hoje nós temos pessoas que não apontam o caminho da harmonia, não apontam o caminho da equidade social. E que se critique, é normal que se critique, e que se deva criticar. A política se faz também na discussão, não na violência, como uns querem fazer, mas na base do confronto. Confronto não significa que somos inimigos. Confronto significa que temos posições diferentes, mas que queremos lutar pelo bem comum do Brasil.

Uma palavra de ordem que ficou muito marcada no Grito dos Excluídos foi o "Fora Bolsonaro", o senhor acredita em um apoio ao impeachment do presidente?

Se não houver um movimento maior das ruas, ele não acontecerá. O Congresso Nacional é formado atualmente por pessoas que não têm muito interesse em um impeachment. E os motivos que levaram o impeachment da [ex-presidente] Dilma [Rousseff] foram muito menores do que os que existem hoje. Não vejo que no Congresso Nacional exista um ambiente para o impeachment, o que deveria tentar fazer com mais ênfase é realmente apoiar as instituições mostrando a importância das instituições e a importância do Brasil. O momento está a exigir que nós mostremos as grandes dificuldades que existem. Não é questão da eleição, é questão do Brasil com o desemprego, a fome, injustiça, falta de educação, falta de saúde, falta de segurança, violência. Esses problemas não estão sendo enfrentados e isso é preciso discutir. Eu creio que no Grito dos Excluídos mais que o 'Fora Bolsonaro' houve esse grito de que devemos pensar o Brasil e não apenas em nos desvencilhar de alguém que não está cuidando do Brasil. 

Ao longo dos anos a Igreja Católica tem perdido cada vez mais fiéis, em contrapartida, as igrejas protestantes têm ganhado mais adeptos. Na sua concepção, por que a Igreja Católica perdeu esses fiéis? Preocupa a ascensão do protestantismo no Brasil?

É preciso distinguir. Uma coisa são as Igreja históricas onde existe uma diálogo com muito trabalho em comum, serviço comum e trabalho com pobres. Outra coisa são as chamadas igrejas neopentecostais que estão voltadas para si mesmas, estão voltadas para o lucro. Apesar disso tudo, nós somos obrigados a buscar o diálogo porque nossa base é o Evangelho, não são as próprias igrejas. As igrejas  só existem porque existem o Evangelho de Jesus Cristo. A Igreja não perde fiéis, as pessoas que se desligam e buscam uma outra Igreja. As pesquisas também têm mostrado, e infelizmente isso não aparece nos meios de comunicação, que as pessoas não participam mais da Igreja Católica, vão para outra igreja, dessa vão para outra igreja e depois nenhuma Igreja mais. 

Vejam que nós já passamos dos 10% da população brasileira que se diz sem religião ou sem um vínculo com alguma Igreja. Isso é muito mais grave. Uma pessoa que sai de uma Igreja e se deixa levar pela desilusão. É claro a Igreja Católica em alguns elementos se descuidou no passado. Descuidamos  de estarmos presentes na periferia, no interior. Descuidamos de dar uma formação mais bíblica, das pessoas sentirem que na palavra de Deus existe a vida. Nós deixamos de criar pequenas células onde as pessoas se encontram, se apoiam, rezam juntos. Nós temos sim alguns elementos, mas talvez o elemento maior seja o de termos descuidado na formação. Nós batizamos e estamos satisfeitos. Casamos e estamos satisfeitos. A vida do Evangelho é muito mais. A vida do Evangelho passa pela cruz e compreender isso não é tão simples. Oferecer sempre milagres é mais fácil. 

As igrejas protestantes têm um posicionamento político muito claro na hora de promover em seus redutos candidatos que defendam as suas bandeiras, o que não ocorre no catolicismo. Esse chamado aos fiéis católicos para a política poderia fomentar candidatos próprios da Igreja?

Eu não sei se fomentar, mas ajudar os candidatos a terem uma posição e se apresentarem com os valores que eles pretendem propor como vereador, como prefeito, como deputado estadual, federal, governador, senador, presidente da República baseados no Evangelho, mas para isso deve ser uma pessoa profundamente engajada na comunidade e na sociedade. Não há necessidade de apoios da Igreja oficialmente, no caso eu como arcebispo, mas as comunidades começarem a perceber que elas têm uma responsabilidade sim no momento de dar o voto. Nós acabamos dando votos porque recebemos algo em troca e isso não é honesto. Isso é antiético politicamente. O voto de cabresto mesmo religioso precisaria terminar. O ministro Edson Fachin fez uma proposta contra o abuso da religião nas eleições e isso seria muito interessante. Nós temos determinadas proibições que são muito importante para serem observadas, mas muitas vezes não são observadas e o abuso da religião no momento da votação teria ajudado a aclarar um pouco mais. 

A defesa dos povos indígenas pela Igreja tem sido um ponto controverso na visão de alguns membros dessas comunidades devido ao passado de apoio à imposição cultural cristã aos povos originários. O que mudou?

Mudou no sentido de não podemos impor o Evangelho, a fé aos povos indígenas. Mudou porque hoje a Igreja Católica leva em consideração à cultura, a língua, o modo da comunidade da ser. Isso mudou muito e era necessário mudar. Mudar para que o Evangelho pudesse realmente ressoar na vida das pessoas. Não como imposição, mas como uma opção. Eles perceberem que há uma riqueza que pode ajudar a viver como indígenas, pode nos ajudar a nossa cultura. Onde existe essa aceitação, se percebe uma participação muito ativa na Igreja. Uma carta do Papa Francisco insistindo da necessidade de 'inculturação' da Igreja na Amazônia tenhamos que talvez ir ainda mais ao encontro dos indígenas e mostrar qual ajuda que eles podem dar para o nosso Evangelho. 

Os escândalos de pedofilia como a Igreja tem trabalhado para coibir, dar publicidade e punir esses casos?

A questão de abuso de crianças e adolescentes que acontece com o clero na vida religiosa, comparando com os que acontecem na sociedade, especialmente aqui no Amazonas, é muito pouco. E é uma questão grave. Seja com que for. Se é o padre, se é o religioso, a religiosa, o pai de família, se é o padastro, um parente, sempre a questão do abuso de crianças e adolescentes é muito grave. A Igreja Católica tem se manifestado sempre contra. O Papa Francisco tem sido muito exigente e muito transparente nisso. Nós temos um trabalho na Arquidiocese extraordinário de acompanhamento de crianças e adolescentes abusados. São psicólogos e psicólogas que se colocam a disposição e são acompanhadas e o número é bastante elevando na nossa região. A Igreja não tem se calado. Tivemos no passado inclusive bispos que tiveram que ter seguranças dia e noite porque denunciavam os abusos. A Igreja não tem silenciado. Vamos criar aqui na região Norte a comissão de escuta, onde as pessoas podem chegar e fazer a denuncia em caso de abuso por alguém da Igreja.

A Amazônia tem sido um discurso muito frequente na Igreja conduzida pelo Papa Francisco. Quais são as preocupações contemporâneas da Igreja Católica com Amazônia e por que adotar esse discurso ambiental?

Não é um discurso. Aparecem nos meios de comunicação como um discurso. É a Casa Comum, diz Papa Francisco: o que estamos fazendo com a nossa casa? Temos a casa onde moramos e achamos que isso é o suficiente. Não a casa é muito mais. Assim como os indígenas entendem, a casa para eles é o todo e nós estamos destruindo. Seria como um barco de madeira no qual vamos consumindo a lenha e não percebemos que estamos afundando. Sem o meio ambiente nós não sobreviveremos. O sudeste do Brasil já está sofrendo com a falta d'água por causa do desmatamento da Amazônia, pois os rios aéreos já não estão funcionando como deveriam. Mas isso tudo é ignorado. A ciência tem insistido tem falado, mas politicamente vários políticos teimam em dizer que isso não tem influencia e que a ciência está errada.

Em relação aos povos indígenas: essa é a casa deles. Nós chegamos aqui depois, por que essa destituição? Por que essa questão do Marco Temporal de uma maneira tão injusta para com os povos indígenas. É impossível nós ficarmos inertes. É impossível nós não mudarmos. quando se trata da injustiça e dos pobres nós não podemos nos calar. A Igreja quer um lugar onde todos podemos viver e respeitar as culturas. Nós imaginamos que somente a nossa cultura é válida. Eu tive a graça de conviver mais de perto com os povos indígenas. Que relações extraordinárias que existem. Que cultura extraordinária que existe. Normalmente, a nossa população não tem preocupação nenhuma. Onde estão os manauaras? Hoje nós nos dizemos manauaras, mas onde estão os indígenas que deram origem ao nome da nossa cidade? Tem elementos que nós precisamos rever e a Igreja não pode ficar inerte.

Como foi para o senhor substituir uma figura tão relevante como Dom Sérgio Castrianni seu antecessor?

Dom Sérgio foi um arcebispo muito importante para Manaus, mas Dom Sérgio foi muito importante para a Amazônia. Dom Sérgio compreendeu a cultura local e o emaranhado das dificuldades que existem na nossa realidade, mas foi sempre um homem de esperança. Foi sempre um homem de proposição. Ele sempre sabia escrever e abordar os elementos naquele artigo semanal do jornal. Esse homem que no fim da vida com tanto sofrimento não se entregou. Ele quis continuar aqui, quis continuar presente nas comunidades e uma pessoa assim não pode ficar esquecida, porque ele marcou a alma da nossa Arquidiocese e nós devemos conservar essa memória.

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