Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020
POLÍTICA

Políticos do AM se reúnem após manutenção de alíquota do IPI de concentrados

Senadores e deputados federais participam de reunião em Manaus nesta quinta-feira (09) para definir estratégia. Vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, acredita que medida do governo federal pode gerar prejuízo de R$ 2 bilhões para o Estado



deputados_797DE2EB-94A6-4543-9BAF-0A766CEEC184.jpeg Foto: Arquivo AC
09/01/2020 às 12:36

Os deputados federais e senadores do Amazonas vão se reunir nesta quinta-feira (9), às 17h30, para avaliar a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido)  de manter em 4% a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do setor de produção de refrigerantes da Zona Franca de Manaus (ZFM). O encontro vai ocorrer na residência do senador Omar Aziz (PSD), que é líder da bancada do Amazonas.

De acordo com o deputado federal Marcelo Ramos (PL), durante a reunião, os parlamentares vão definir uma estratégia e fazer a publicação de uma nota conjunta sobre o tema. Marcelo Ramos disse ao A CRÍTICA que a decisão do Governo Federal é equivocada por retirar os incentivos das empresas, e que pode resultar no fechamento de indústrias do setor de refrigerantes no Brasil.



“Essa decisão considera que a inviabilidade da manutenção do polo de concentrados na ZFM vai fazer esse polo ir para locais como Santa Catarina (SC) e Minas Gerais (MG), que foram os estados que pressionaram o Ministério em relação a essa medida, o que é um erro. O único exemplo que nós temos aqui é o da Pepsi que, quando o crédito reduziu para 8%, ela simplesmente fechou em Manaus e foi para o Uruguai”, disse o deputado.

O deputado federal Silas Câmara (PRB) afirmou que lamenta a falta de compromisso do Governo Federal com relação aos créditos anunciados anteriormente ao setor de refrigerantes. “No Congresso, fizemos nosso trabalho tanto político como técnico nessa matéria. É lamentável a atitude do Governo, principalmente porque abre um precedente perigoso à ZFM como também enfraquece a segurança jurídica do modelo”, disse o parlamentar.

De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a manutenção da redução dos incentivos para o setor de refrigerantes pode gerar o prejuízo de R$ 2 bilhões na economia do Estado. Nelson Azevedo afirmou que, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (ABIR) , o setor é responsável por 1,6 milhão de empregos em todo o país.

“Aqui nós temos municípios como Maués e Presidente Figueiredo, responsáveis pelo plantio de guaraná e de cana de açúcar que vão ser afetados. A gente espera que as empresas comecem a repensar os seus investimentos e a sua continuidade. Isso tudo não deixa de ser uma preocupação”, disse o vice-presidente.


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