Terça-feira, 21 de Setembro de 2021
Ataque a ZFM

Polo de refrigerantes novamente na mira de Paulo Guedes

Parlamentares repudiam medida do ministro da Economia que visa reduzir os incentivos fiscais do polo de bebidas da Zona Franca de Manaus



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07/07/2021 às 13:51

Após o anúncio do Ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre possíveis cortes de incentivos fiscais do polo de bebidas da Zona Franca de Manaus, por conta de medidas para ampliar a redução do imposto de renda de pessoa jurídica, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Federal, Marcelo Ramos(PL), disse que o posicionamento de Guedes é equivocado e reflete a constante postura de ataque ao PIM e, por conseguinte, ao povo do Amazonas.

“O Ministro Paulo Guedes mais uma vez demonstrou seu descompromisso com povo do Amazonas. Mas mais do que isso, ele demonstrou completo desconhecimento do que a Câmara aprova ou não, em propostas encaminhadas pelo próprio Ministério. Na aprovação da Pec emergencial a Zona Franca foi ressalvada. Portanto, nessas alterações de subsídios que ele tem que encaminhar até setembro ele não pode mexer em nada da Zona Franca”, disse o deputado federal.



O ministro condiciona, em troca da desoneração do IR PJ, um corte de R$ 40 bilhões em subsídios para indústria de bebida, construção e petroquímica. Se for aprovado, o corte de 10 pontos percentuais em 2022 em troca da redução do imposto de renda das empresas de 25% para 15% atingirá em as grandes companhias de bebidas estabelecidas no PIM.

Os ataques ao xarope de refrigerantes na Zona Franca de Manaus também passam pelo viés político, não apenas econômico. Isto porque o Governo Federal visa também diminuir o apoio dos senadores do Amazonas Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) que participam da CPI da Covid no Senado.

O senador do Amazonas, Omar Aziz respondeu que não crê que essa proposta de retirar os subsídios esteja relacionado com a sua participação na CPI da Covid-19. “O governo tenta fazer uma reforma sem fazer um estudo criterioso. Esse debate será longo”, disse o presidente da CPI da Covid. 

Já o senador Eduardo Braga disse que se isso acontecer o ataque e contra o povo do
Amazonas. “Absurdo, se isso acontecer, será uma atitude contra o povo, trabalhadores da ZFM e e investidores. Essa seria uma ação não republicana. Prejudica inclusive o Brasil”, disse.

Até setembro, o governo deve enviar uma proposta de corte de subsídios fiscais, mas por determinação do Congresso, os incentivos da Zona Franca não poderiam ser atingidos para compor a cesta básica e o Simples. 
A ameaça o setor de bebida e concentrados do PIM não é nova.

O governo Bolsonaro vem, constantemente, mirando na indústria de bebidas da ZFM, como aconteceu em março deste ano, quando Paulo Guedes aventou a possibilidade de retirar o IPI das empresas fabricantes de concentrados de refrigerantes, como barganha para a redução de zerar os impostos federais sobre o Diesel.


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