Domingo, 25 de Agosto de 2019
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Polo Industrial de Manaus corresponde a 80% da receita do AM, diz vice da Fieam

Para o economista Nelson Azevedo o Amazonas tem a necessidade de diversificar a sua economia



fieam_71CA7C68-19E2-47FB-B3E4-69F47C98510C.JPG Foto: Márcio Silva/ freelancer
14/08/2019 às 08:48

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fieam) e economista Nelson Azevedo afirmou, na tarde de ontem (13), a necessidade de diversificar a economia do Amazonas centrada no Polo Industrial de Manaus, corresponde a 80% da receita do estado, segundo o economista. Contudo, ressaltou que a Zona Franca de Manaus (ZFM), mais do que nunca é, indispensável para o desenvolvimento do Amazonas e do País.

“Nós (economistas) temos o desafio de consolidar métricas do modelo Zona Franca, sobretudo, neste momento de insegurança jurídica. Estamos atentos e sabemos da necessidade de união em defesa desse modelo. Precisamos, sim, diversificar nossa economia, mas a Zona Franca de Manaus, mais do que nunca, é indispensável para o desenvolvimento do Amazonas, da região e do país”, declarou vice-presidente da Fieam, durante sessão especial em homenagem ao dia do economista.

O economista também pontuou que o modelo econômico prescinde de um tratamento diferenciado na aprovação da proposta de Reforma Tributária assegurando as suas garantias constitucionais. “Vem aí uma dor de cabeça: a reforma tributária. Diante disso não podemos abrir mão de um tratamento diferenciado para Zona Franca. Toda a sociedade amazônica deve se manifestar pela Reforma Tributária. Não contrário à proposta, mas que a reforma consagre as nossas vantagens constitucionais”, avalia.

Para o deputado estadual e economista, Serafim Corrêa (PSB), entre as propostas de Reforma Tributária discutidas na Câmara dos Deputados e no Senado, não há previsão da possibilidade de isenção fiscal, requisito fatal para continuidade da Zona Franca. “Entre as propostas que estão sendo discutidas, há aquelas que não preveem a possibilidade de isenção fiscal, e isso para o Modelo Zona Franca é fatal. Nós temos que estar atentos ao que diz esse projeto. Essa é uma responsabilidade de todos nós, principalmente da bancada federal”, disse o parlamentar.

Nesta terça-feira, a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) homenageou dez economistas com a entrega de certificados de honra ao mérito. Na sessão especial, de autoria de Serafim, o presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Francisco Mourão Júnior, recebeu uma placa de reconhecimento profissional. No dia 13 de agosto é celebrado o Dia do Economista.

O presidente do Corecon-AM lembrou durante discurso que é certo que um novo modelo de desenvolvimento econômico se impõe para o Estado, mas que isso não implica em abrir mão da ZFM.

“Precisamos criar oportunidades de expansão, fortalecimento e diversificação do modelo. A ZFM foi e continua sendo o principal suporte econômico do Estado, e o Conselho não pode ficar alheio a todo esse processo, cabendo a nós, trazer a chave que desvenda todas as alocações eficientes de recursos”, avalia Francisco Mourão Júnior.

Homenageados

Na cerimônia, os economistas Admilton Pinheiro Salazar, Valdenei de Melo Parente, Antônio Ivaldo Bezerra da Silva, Jefferson Praia, Nelson Azevedo, Francisco de Assis Mourão, Sylvio Puga, Nilson Tavares Pimentel, Osiris Silva e Denise Kassama receberam os certificados.

Para o economista e reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Sylvio Puga, o reconhecimento da categoria profissional é motivo de satisfação. “Os economistas tiveram papel fundamental na implantação e consolidação do modelo Zona Franca de Manaus através da área de atuação que permitiu alavancar inúmeros projetos de desenvolvimento. Avalio que é impossível pensar em novas matrizes econômicas no Estado sem a participação e contribuição do profissional”, declarou o economista, com 26 anos de formação, sendo 20 atuando como professor universitário.

Saiba Mais

Dados do Corecon-AM, apontam o registro de 3.200 economistas no Amazonas, registrados e ativos, que estão atuando na iniciativa pública e privada. Em todo o país, são 240 mil profissionais, conforme dados do Conselho Federal de Economia (Cofecon). Em 13 de agosto de 1951, que o então presidente da República Getúlio Vargas sancionou a Lei nº 1.411, que oficializou a criação da profissão de economista. A regulamentação do exercício da atividade no Brasil completou 68 anos.

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