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Manaus
RECLAMAÇÃO

Ponte Rio Negro apresenta problemas de segurança e água empoçada na pista

Usuários reclamam e Governo está criando grupo de gerenciamento com secretarias para resolver questões 17/05/2018 às 22:53 - Atualizado em 18/05/2018 às 11:10
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Lâminas de água se formaram no meio do trajeto devido os dutos estarem entupidos. Motoristas redobram a atenção. Foto: Jair Araújo
Nelson Brilhante Manaus (AM)

A maior ponte brasileira sobre um rio de água doce e a segunda da América Latina, a ponte Phelippe Daou (Rio Negro) está apresentando graves problemas de infraestrutura. Água empoçada na pista, mato por todos os lados e a falta de segurança é o que mais preocupa quem passa pelo local. Mas de acordo com o secretário executivo da Região Metropolitana de Manaus (SRMM), Elanio Gouvêa, uma série de medidas estão sendo tomadas para resolver a situação. 

Quem passa pela ponte diariamente, percebe, de longe, o mato tomando conta dos espaços, água empoçada na via porque os dutos estão entupidos, sem contar com a falta de segurança para quem caminha. O ponto mais crítico é justamente a área dos estais (torres de sustentação) que ficam no meio do trajeto.

“Ao passar de bicicleta pela ponte, tanto na ida quanto na volta, tive que acessar o meio da pista, pois havia uma área grande de lâmina d'água. Isso, justamente no local dos estais. É um perigo para ciclistas, motoqueiros e também para os veículos de quatro rodas, que podem aquaplanar”, disse o escritor e consultor, Marinaldo Guedes.

De acordo com a SRMM, desde 2014 a ponte estava sem gerenciamento. “Por determinação do governador, vamos resolver essa questão”, afirmou o secretário, ao acrescentar que o Estado já abriu licitação para realizar a manutenção e a recuperação do local.

Elanio Gouvêa verificou a condição atual e admitiu a existência dos problemas, bem como anunciou providências. “Nos próximos dias teremos uma reunião com representantes de todas as secretarias envolvidas. Cada secretaria vai indicar uma pessoa e vamos criar uma comissão para resolver a questão da ponte. Pegamos tudo deteriorado e temos que recuperar”, afirmou.

Grupo de gerenciamento

O meio da ponte está criando desníveis pela falta de manutenção. Os canais de escape da água da chuva estão obstruídos por plásticos, tecidos, garrafas e latas. Muitos já desapareceram com a camada espessa que se avoluma por conta do limo, lama e areia.

De acordo com o secretário, foi criado um grupo de gerenciamento para administrar a ponte, envolvendo cerca de oito secretarias, com destaque para a da Infraestrutura (Seinfra).

Problema é antigo

A falta de infraestrutura na ponte Phelippe Daou é antiga. Em 2016, então responsável pelo gerenciamento do espaço, o Departamento Estadual de Trânsito chegou a anunciar a iluminação e o monitoramento eletrônico seriam reativados para garantir que os pedestres continuassem a realizar atividades físicas em segurança no local. Na época, o local registrou inúmeros casos de furtos de cabos e lâmpadas da ponte. 

Desde então, as polícias Civil e Militar também realizaram operações e prenderam operações para prender pessoas envolvidas furtos na área. Em fevereiro do mesmo ano, dois homens foram flagrados por policiais da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos e Defraudacões (Derfd) furtando os fios elétricos da ponte.

Maior do País

A ponte Phelippe Daou é considerada a maior ponte fluvial e estaiada (suspensa por cabos) do Brasil, com 3,6 quilômetros de extensão (3.595 metros). É também a segunda maior ponte fluvial no mundo, superada apenas pela que corta o rio Orinoco, na Venezuela.

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