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Ponte Rio Negro continua sem fiscalização e segurança

Seis dias após denúncias de falta de segurança, única medida adotada foi a proibição de servidores falarem sobre o problema 16/01/2015 às 21:14
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A falta de segurança e de fiscalização ao longo da ponte Rio Negro vem espantando os frequentadores do local
perla soares ---

Quase uma semanas depois de trabalhadores, motoristas e pedestres denunciarem a falta de segurança na ponte Rio Negro, nada mudou e os assaltos a quem frequenta o local continuam, assim como os abusos de quem utiliza a estrutura para usar drogas e até de casais, que continuam a fazer da ponte um verdadeiro “motel a céu aberto”.

A única medida adotada pelos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização da ponte foi proibir os funcionários da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam) e do Batalhão de  Trânsito da Polícia Militar de falar ou dar entrevistas sobre o assunto. “Não podemos falar nada para a imprensa, mas nem precisa, né? Dá para qualquer um notar que tudo está do mesmo jeito ou até pior”, disse um funcionário da Arsam, que não quis se identificar.   

Na quinta-feira, a reportagem de A CRÍTICA voltou à ponte e constatou que os problemas relatados pelos frequentadores do local na semana passada continuam sem solução. Câmeras de segurança seguem direcionadas para o alto e nenhum policiamento foi visto ao longo dos 3 quilômetros da ponte.

Temores

A falta de policiamento na área da ponte Rio Negro vem obrigando o comerciante Francisco Lima, 43, a fechar o comércio dele mais cedo, por conta dos assaltos que costumam ocorrer nos estabelecimentos próximos à ponte. “Os assaltos continuam e ninguém quer mais caminhar na ponte. E ainda tem obras abandonadas onde os  criminosos ficam escondidos, usando droga e esperando quem passa em direção à ponte, aproveitando a falta de policiamento”, reclamou.

Construção

Na construção da Ponte Rio Negro foram investidos R$ 1,099 bilhão com os acessos viários, desapropriações e sistemas de iluminação e proteção. Os recursos são do Estado e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A construção foi contratada no mês de novembro de 2007 por um valor de R$ 574,8 milhões, mas recebeu três aditivos e acumulou, ao final da obra, 90% de aumento em relação ao valor inicial previsto. No total, 180 empresas foram contratadas para fornecimento de material e serviços.

A ponte Rio Negro foi inaugurada com atraso, no dia 24 de novembro de 2011.

Suicídios

Desde que a ponte Rio Negro foi inaugurada, em novembro de 2011, seis pessoas já usaram a estrutura para se suicidarem, saltando nas águas do rio Negro, segundo relatos de pessoas que trabalham no local. A falta de segurança e de fiscalização ainda serve de “incentivo” a assaltantes, usuários de drogas e até casais, que escolhem o local para transar.

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