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População cobra manutenção em praças de alimentação do bairro Parque 10, em Manaus

Os espaços nos conjuntos Eldorado e Tocantins estão há um longo período sem reformas e muitos dos bares do local continuam invadindo as calçadas 19/09/2014 às 10:03
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Na praça do Caranguejo, no conjunto Eldorado, o movimento é grande nos bares, mas falta cuidado com outros espaços
Jornal A Crítica ---

Centro de convivência de moradores locais e de outros bairros, as praças de alimentação dos conjuntos Eldorado e Tocantins, na Zona Centro-Sul, estão há um longo períodos sem manutenção.

No Eldorado, por exemplo, a reclamação de que bares ocupam os espaços públicos é antiga. Parte dos moradores já aprendeu a viver em harmonia com as mesas e cadeiras que estão por todos os lados na chamada Praça do Caranguejo. A questão é que nem donos de bares e nem poder público intervêm para recuperar o espaço. “Falta pintura, falta limpeza. Em pensar que essa é uma praça central, imagine as praças periféricas da cidade”, declarou o design Luiz Roberto Mendes, 28, que mora há seis anos no Eldorado.

Do outro lado da praça do Caranguejo, há uma playground - única opção de lazer para as crianças - que há muito tempo está com avarias, oferecendo, inclusive, riscos à segurança pública. A jornalista Mariana Cruz, 33, que mora há anos no local, afirmou que a casinha do playground nunca foi preocupação para ela. Mas, há dois anos, quando se tornou mãe, percebeu o problema. “O local deveria ser uma opção para você levar o filho para passear depois que chega do trabalho, mas não tem qualquer manutenção. O brinquedo, quebrado. Depois que me tornei mãe, entendi melhor o problema que outras mães passam”, disse.

Além da Praça do Caranguejo, no Eldorado também há um outro espaço de praça na parte ao lado dos apartamentos, que fica ao longo do Passeio do Bindá. Luiz Roberto lamenta que o local seja pouco aproveitado pelos moradores, que temem frequentá-lo por questões de segurança. “As praças no Eldorado estão completamente abandonadas na parte dos brinquedos, na limpeza, na poda de árvores, no mato, na pintura e na parte de cultura. Dava para fazer muita coisa aqui na área de entretenimento, além dos bares”, disse.

Tocantins

O comerciante Armando Nery, 56, trabalha na Praça do Tocantins há 9 anos. Hoje, no boxe de propriedade dele, vende frutas, verduras e outros produtos de alimentação. Armando afirma que aquele já foi um espaço muito frequentado por pessoas que moram dentro e fora do Tocantins. Hoje, a praça, na opinião dele, é a imagem do abandono. “Aqui vinha muita gente. Hoje à noite é um deserto. Muitos boxes fecharam e os donos sequer alugaram”, declarou.

Armando afirmou que o único representante do poder público que os visita é o Departamento de Vigilância Sanitária do Município (Dvisa). Ao contrário de outras praças, a do Tocantins é um espaço privado que foi vendido aos proprietários pela construtora responsável pelo conjunto.

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