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Manaus
PÉSSIMAS CONDIÇÕES

População critica esquecimento de ruas secundárias do bairro Santa Etelvina

Devido ao recapeamento apenas de ruas principais, moradores apontam trechos intrafegáveis e que também precisam de infraestrutura 02/10/2017 às 05:00
Show buraco
No cruzamento das ruas Santa Luzia e do Comércio, poucos são os que se arriscam a passar com carros (Foto: Winnetou Almeida)
Rebeca Mota Manaus (AM)

A situação das ruas secundárias do bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus, irrita motoristas e moradores e contrasta com a manutenção das principais vias dos bairros, que recebem atenção especial com recapeamento da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e com a via de um distrito de obras que fica no bairro. São tantos os buracos que existem trechos totalmente intrafegáveis nestas regiões.

A rua Santa Luzia, é um exemplo. Apenas condutores em motocicleta se arriscam a transitar pela via, além dos pedestres. Estes reclamam do transtorno e alegam ter acontecido acidentes com crianças no local. “Esses buracos não são de hoje, já faz mais de um ano que não tem recapeamento aqui. Já fomos ao distrito de obras que localiza aqui no bairro, já pedimos até o cimento para nós mesmos fazer um mutirão entre os vizinhos e corrigir estes buracos e nada. Eles só enfeitaram as ruas principais onde o prefeito passa, mas para as vias secundárias, nada”, relata o autônomo, Cleber Oliveira.

Na rua do Comércio os buracos estão se transformando em crateras. De acordo com o pedreiro Ednelson Gonçalves, o problema começou depois que diminuíram os tamanhos das valas, que são escavações estreitas e longas feitas no solo para escoar águas residuais. “Eles diminuíram o tamanho da vala e água começou a empoçar na frente da minha casa, com a falta de recapeamento os buracos só aumentaram”, disse.

“Aqui já danifiquei meu carro com esses buracos, meu filho já deslizou neste lamaçal. Eu já fui diversas vezes ao distrito de obras, mas eles criam uma burocracia dificultando o recapeamento no local”, enfatizou o autônomo Dalmo Trindade.

Segundo a professora Elite Rodrigues, além do mau odor, os moradores da rua têm dificuldades para se locomover por conta lago de esgoto que se formou. “Quando chove fica uma lama horrível aqui, as mulheres e as crianças têm dificuldade para caminhar, para ir à feira, trabalhar e até brincar. Tem gente que quase não consegue nem entrar em casa”, contou

O episódio da falta de infraestrutura continua em ruas como Bom Pastor e São Bartolomeu, moradores tentar tampar os buracos de forma improvisada com entulhos de tijolos para amenizar o transtorno no local.

Solução em outubro

A Seminf informou que atualmente está executando ações de tapa-buraco nas ruas Amazonino Mendes, Matrinxã e Açaí. Com relação às demais vias solicitadas, a pasta informou que já estão inclusas na programação para receberem serviços de infraestrutura até a primeira quinzena de outubro.

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