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Manaus
Dor de cabeça

População teve ‘dor de cabeça’ com frota de ônibus reduzida durante o feriadão

Usuários enumeraram dificuldades, como a longa espera pelo busão, durante os feriados dos dias 5 e 7 de setembro na capital 07/09/2016 às 21:13 - Atualizado em 08/09/2016 às 08:52
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Seja para qual lado eles fossem, o sentimento era de insatisfação (Foto: Evandro Seixas)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

A redução da frota de transporte coletivo na cidade de Manaus provocou ira e muita dor de cabeça nos usuários do sistema coletivo ontem, no feriado de Dia da Independência. Seja para qual lado eles fossem, o sentimento era o mesmo: de insatisfação após uma espera longa.

O estudante universitário Felipe Guimarães, 18, tem arrepios só de pensar no tempo que vai perder esperando pelo transporte coletivo, mais precisamente o 650: ontem, ele aguardava pelo ônibus no bairro Armando Mendes, rumo à sua casa no Coroado, ambos na Zona Leste da cidade. No momento em que o entrevistamos ele já aguardava pelo coletivo há, aproximadamente, uns 20 minutos. O pior é que a previsão era que ele esperasse, no total, por cerca de 1h a 1h30. Em dias normais a demora é entre 30 minutos a 40 minutos.

“Aí fica difícil. Já chego consciente que vou esperar muito pelo coletivo aqui na parada de ônibus. Já venho preparado para esperar”, relata ele, que “jogou as toalhas” da reclamação junto aos órgãos públicos.

A também estudante Regina Maria, 36, mas moradora do Zumbi, aguardava pela ônibus da linha 418 e 355 e disse que não esperaria menos de meia hora. “Só o 355 demora de 40 minutos a 1 hora pra passar e em feriados é pior”, conta ele, que pede a melhoria do estado dos ônibus e colocar mais carros à disposição. “O 418 sempre vem lotado”, acrescenta ela.

‘Todo feriado é assim’

Natural de Maués e em Manaus há mais de 20 anos, Láercio Leite Belizário, 43, estava ontem no terminal de ônibus da Praça da Matriz, no Centro antigo, e disse que é comum a demora no transporte público da cidade nos dias de feriados. “Todo feriado é assim. O ônibus que eu mais pego é o 454, que vem da lá da Colônia Santo Antônio daqui pro Centro. Ele ‘custa’ de 40 minutos a 1 hora para passar”, comentou ele, que é pedreiro.

“Todo feriado é assim. O ônibus que eu mais pego é o 454, que vem da lá da Colônia Santo Antônio daqui pro Centro. Ele ‘custa’ de 40 minutos a 1 hora para passar”, comentou ele, que é pedreiro. No mesmo local, só que em outra plataforma, Marquilene Garcia e sua amiga Kelly Silva aguardavam ansiosas pela linha 430 às 10h45, mas sem previsão, tudo para ir visitar a avó da primeira. “Vamos para uma comunidade após a barreira da Polícia Militar. Demora umas 2 horas pra chegarmos lá. Acho que o ônibus, além de vir com mais frequência e rápido, deveria ser mais confortável: às vezes vamos lá nas alturas e voltamos”, diz ela, sobre os solavancos sofridos durante a viagem. “E como o ônibus roda muito, nós passamos mal. A tarifa deveria ser de R$ 2 pois é horrível”, acrescenta ela.

‘Carona’

“É uma calamidade pois as pessoas precisam dos ônibus. Deveria haver mais ônibus tanto nos feriados quanto nos dias normais”, disse a usuária do transporte Gleicy Gomes, que mora com a família no Jorge Teixeira e que só “escapou” de pegar seu coletivo para o bairro Jorge Teixeira porquê iria de “carona” para a Zona Leste. “Se não fosse assim eu só chegaria em casa daqui a 1 hora, comenta ela, que foi ontem ao Centro de Convenções (Sambódromo) assistir ao desfile militar.

Sem resposta

A reportagem tentou contato com as assessorias da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e do Sinetram, para verificar qual era o percentual de redução da frota em dias de feriado, mas nenhuma das entidades retornou até o fechamento desta edição. “A tarifa deveria ser de R$ 2 pois é horrível”, acrescenta usuários do transporte como Marquilene Garcia.

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