Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
Manaus

População que mora próxima a igarapés sofre com o lixo trazido pelas chuvas

Moradores reclamam que mesmo com revitalização de toda a área muitas pessoas continuam jogando o lixo no igarapé do 40. Eles sugerem penalidades mais rígidas para quem polui



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Lixo que emerge nos principais igarapés de Manaus incomoda moradores das proximidades e apresentam riscos
06/01/2016 às 12:31

Típico do inverno amazônico, períodos de chuva geralmente acarretam transtornos para a cidade e para quem mora às margem dos igarapés, que sofrem principalmente com as chuvas que trazem à tona o lixo despejado nos cursos d’água de Manaus

Os moradores que residem à margem do igarapé do 40, no bairro Raiz, Zona Sul da capital, reclamam que mesmo com revitalização de toda a área, muitas pessoas continuam jogando o lixo no igarapé que chega a transbordar em épocas de chuva.

 É o que afirma Arlete Santos, que mora há mais de 30 anos na área. Segundo ela além da limpeza e coleta de lixo realizada, deveria existir mais fiscalizações na área. “A prefeitura sempre está orientando que não é para jogar o lixo na rua, todo mundo sabe que o lixo acumulado atrai muito ratos e doenças. Acho que se houvesse mais fiscalização talvez diminuísse essa quantidade de lixo”, relatou.

Francisco Lima, 30, mora em frente ao igarapé e conta que  muito lixo já ficou acumulado em frente à sua casa. “Tem gente que sai da sua casa e vem jogar lixo aqui. Antigamente aqui não existia sequer uma lixeira, não tinha estrutura. Agora está asfaltado, revitalizado, mas mesmo assim as pessoas continuam destruindo o que é nosso”, disse


O morador sugere que sejam aplicadas multas para quem for flagrado jogando lixo no igarapé. E que a fiscalização pode ser feita tanto pelos órgãos públicos e pela própria população. “Quando a multa vem, aperta no bolso e acredito que só assim para pessoa entender o mal que ela faz a natureza e a si próprio. Mas isso tem que ser feita de forma justa”, concluiu.

A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) informou que o serviço de limpeza de igarapés é realizado o ano inteiro. É uma atividade intensa, que acontece todos os dias em vários igarapés que cortam a cidade. Os mais executados pela Semulsp são o igarapé do Mindu, Passarinho, Franco, Orla do São Raimundo, do 40, Cachoeirinha, Manaus Moderna, Ponta Negra, entre outros.

Os garis atuam tanto na área terrestre quanto dentro d’água. O lixo é captado por meio de barreiras de contenção e amontoado nas margens dos igarapés para em seguida serem coletados e retirados por caçambas e levado para o aterro municipal.

Este serviço é executado somente durante o dia, com 60 servidores envolvidos.

Custo elevado para limpar os igarapés

De janeiro a setembro de 2015,  foram coletadas 6.558 toneladas de resíduos sólidos dos  igarapés e córregos de Manaus, média de   24 ton/dia, em uma extensão executada de 124  km, o que corresponde a uma taxa de aproximadamente  53 toneladas de resíduos coletados por quilômetro . O custo médio neste serviço é de R$ 986.679 por mês, sendo R$ 1.352,80 por tonelada coletada.


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