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Manaus
CAOS URBANO

População pede semáforos, passagens de nível e faixas pela cidade de Manaus

Motoristas e pedestres afirmam que sem esses equipamentos, a confusão existente no trânsito de Manaus ocasiona, entre outras coisas, uma série de acidentes 06/10/2017 às 05:30
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Confusão no cruzamento das ruas Penetração 1 com penetração 2, no Conjunto Canaranas: todos querendo passar ao mesmo tempo. Fotos: Euzivaldo Queiroz
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Ausência de semáforos, passagens de nível e faixas de pedestres são algumas das reclamações feitas pelos motoristas e transeuntes de algumas vias da cidade ouvidos por A CRÍTICA. Sem esses equipamentos, dizem eles, a confusão existente no trânsito de Manaus ocasiona, entre outras coisas, uma série de acidentes por conta de outros motoristas imprudentes ou “apressadinhos”.

Uma das vias de maior fluxo de condutores de Manaus, e com alças que levam e trazem pessoas para vários bairros da cidade, a Bola do Produtor concentra algumas dessas problemáticas. No local, o trabalhador da construção civil Rosiel da Silva, 33, conta que falta, “de preferência, um semáforo porquê o trânsito fica complicado nos horários de pico de 8h às 10h; há coisas que a Bola ‘fecha’ e não passa nada”. Sair ou chegar da Bola é difícil, diz ele, morador do Bairro Novo, que diz já ter visto muitos acidentes na área. Pouco antes da entrevista, Rosiel comentou ter presenciado um acidente em outra via de grande trânsito: a Autaz Mirim, na Grande Circular, também na Zona Leste. 


A Bola do Produtor é um dos exemplos do caótico trânsito de Manaus

No conturbado local, o agravante para Rosiel é que ele transporta em seu veículo constantemente um filho que é PCD (pessoa com deficiência). “A Bola do Produtor precisa de uma passagem de nível, pois só a rotatória não dá mais jeito. Ainda mais pra mim que transporto uma pessoa especial. Já pensou numa emergência?”, questiona.

Pedestres

Ainda na Bola do Produtor, as irmãs Mara da Silva, 22, e Nayara da Silva, 17, sabem bem o que é enfrentar o corre-corre como pedestres: eles transitam diariamente, de 8h às 13h, atravessando as alças que formam a rotatória para vender rifas a transeuntes e motoristas.

“Pra nós é muito complicado, pois como trabalhamos vendendo rifas temos que ir pra lá e pra cá da Bola. Como não há faixa de pedestre para atravessar nós corremos o risco de sermos atropeladas”, disse Mara. Para Nayara, que conta “morrer de medo de acidentes”, “é comum presenciar tumultos e acidentes”. Ela sugere a “implantação de uma passarela”.

Canaranas

O cruzamento das ruas Penetração 1 e Penetração 2, no Conjunto Canaranas, Zona Norte, é outro exemplo de área onde não há qualquer organização no trânsito. O motorista Douglas P. Matos, 43, comentou que a esquina dá muita dor de cabeça para os condutores. “A situação aqui fica ainda mais tensa nos horários de pico, lá por volta de 6h, mas o fluxo é muito grande de veículo toda hora. Aqui a principal, que é a Camapuã, entrando da garagem da viação União Cascavel para cá para a Penetração, deveria haver um sinal porque aqui já ocorreram muitos acidentes feios, que já ocasionaram até mortes”, explica ele.

Douglas Matos comentou que o local também necessita de uma faixa para os transeuntes. “Tem que ter, além do semáforo, também uma faixa de pedestre porque a situação é feia e complicada”, acrescenta ele, que é morador do Conjunto Canaranas. “Faço um apelo para que as autoridades tenham consciência que há a necessidade de se ter um sinal para organizar esse trânsito, pois aqui atravessam idosos, famílias, etc. Mas fica difícil para todos".

Frase

“A Bola do Produtor precisa de passagem de nível. Ainda mais pra mim que transporto uma pessoa especial”, Rosiel da Silva, motorista

Complicação democrática

Mototaxista há 15 anos, Gérson da Silva Tavares, 45, reclama da situação da esquina das ruas João Câmara com Itaquerama, no Novo Aleixo, Zona Leste. Segundo ele, no local há um “trânsito sem lei”, com um entra e sai, pessoas passando e sem estrutura de semáforo. “Há acidentes frequentes com veículos. Tanto faz ser moto ou carro”, disse ele.


Gelson e João no perigoso cruzamento das ruas João Câmara com Itaquerama

O também mototaxista João Carlos, 42, disse que a situação é complicada para qualquer pessoa. “O local é de difícil tráfego para ciclistas também. Já vimos muitos acidentes, que são frequentes”, destaca.

Também no Novo Aleixo, a avenida  Natan Xavier é outro local complicado pela existência de um retorno muito longo, diz Gérson Tavares.

“Fizeram um retorno muito longe; quem sai daqui da João Câmara com Itaquerama, para ir na Colina do Aleixo ou sentido Sesi (Clube do Trabalhador) tem que dar uma volta de um 1 mil metros. Deveriam ter feito uma via logo de acesso direto para a Colina do Aleixo”, critica o mototaxista.

Outros pontos que deveriam ter mais atenção das autoridades, de acordo com os entrevistados, são a Bola do Produtor, por exemplo.

“Nesse local é horrível, pois quando chega de tardezinha engarrafa tudo, pro rumo dos bairros Braga Mendes, Jorge Teixeira, São José. A Bola do Produtor deveria ter uma passagem de nível, um viaduto. Mas a cidade toda necessita de sinalização, faixa de pedestre...”, enumera João Carlos. “No Francisca Mendes e Cidade Nova, na rotatória próximo ao Instituto Médico Legal (IML) é complicado lá também”, conta o mototaxista Gérson.

Rotatória

Uma nova intervenção viária começou a ser implantada na última segunda-feira, dia 2. Desta vez os trabalhos foram concentrados na esquina da rua Cacilda Pedrosa com a rua Ianomami. A intervenção tem a finalidade de ordenar a circulação de veículos e facilitar o acesso ao conjunto Ajuricaba e aos bairros da Redenção e da Paz, na Zona Oeste. A obra é executada pela Secretaria Municipal de Infrestrutura (Seminf) e foi iniciada na última segunda. O órgão não informou a previsão de finalização.

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