Segunda-feira, 24 de Junho de 2019
Manaus

Populares participam da primeira audiência pública para discutir a revisão do Plano Diretor na CMM

A populção foi à audiência para dizer aos vereadores o que quer ver consagrado no plano diretor de Manaus. Nessa primeira reunião sobre a revisão do plano diretor, a lista de presença contabilizou 107 assinaturas



1.jpg Os convidados pediram, reivindicaram e fizeram propostas; às 17h, só seis vereadores permaneciam em plenário
18/09/2013 às 17:09

Atendendo ao convite público feito pela Câmara Municipal de Manaus (CMM), o militar reformado Camilo Assunção, de 71 anos, saiu de casa, nessa terça-feira (17), às 11h, para participar da primeira audiência pública para discutir a revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental da capital amazonense. Do bairro Nova Floresta, na Zona Leste, onde ele mora, até a CMM, na Zona Oeste, Camilo Assunção pegou três ônibus, para chegar na hora marcada para a reunião, às 14h.

Quando teve a oportunidade de falar, às 17h, dos 41 vereadores, apenas seis permaneciam no plenário para ouvi-lo. Como os outros populares que falaram antes, o aposentado lamentou a ausência dos parlamentares, mas não desistiu do que foi fazer lá. “Quero dizer aos senhores que, dentro das atividades do projeto que participo no bairro, vamos reunir, fazer oficinas, e elaborar propostas para a revisão do plano diretor”, disse Camilo.

Assim como Camilo Assunção, dezenas de líderes comunitários e representantes de entidades de classe aceitaram o convite da comissão de revisão do plano diretor para debater cada detalhe das sete leis municipais que compõem o projeto do plano diretor. As audiências públicas são obrigatória antes de levar as mudanças para votação em plenário pelos 41 vereadores da CMM. Com a primeira audiência, iniciou também o prazo para que a população e os próprios vereadores proponha emendas à matéria que possam aperfeiçoar a legislação atual.

No dia 8 de outubro, o prazo para apresentar emendas encerra, e o texto final do projeto será elaborado pelo relator da matéria, vereador Elias Emanuel (PSB), vai para votação dentro da Comissão de Revisão do Plano Diretor, e em seguida será encaminhado à votação em plenário. A meta é concluir toda essa etapa até dezembro. A audiência de desta quarta-feira (18) vai abordar o projeto de lei nº 322/2013, que trata das normas de uso e ocupação do solo urbano de Manaus.

O professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Otoni Mesquita, 60 anos, pediu aos parlamentares que sejam incluídos no projeto do plano diretor mecanismos que garantam a preservação de espaços de florestas na cidade e manutenção de praças públicas. A exemplo de outros que falaram antes dele, o professor também convidou os vereadores a se aproximaram mais da população, e assim conhecerem de perto os problemas experimentados por todos que vivem o dia a dia da capital amazonense. “Experimentem o serviço de transportes públicos, o serviço de travessia do rio até o Careiro da Várzea”, disse Otoni.

O presidente da comissão de revisão, vereador Sildomar Abitibol (PRP), minimizou a ausência dos colegas, mas ressaltou que todos vão ter que votar com responsabilidade quando a matéria for levada para o plenário, em dezembro.

Personagem

Aposentada Jadilza da Silva Kimura

“Vim porque quero me informar”

A aposentada Jadilza da Silva Kimura, de 73 anos, também estava no grupo de populares que ontem aceitou o convite da Câmara de Vereadores de Manaus para discutir a reforma do Plano Diretor. Traída pela memória, quando questionada pela reportagem sobre o que tratava o Plano Diretor de Manaus, Jadilza disse não lembrar direito. Mas advertiu que sabia da importância da discussão. “Vim porque quero me informar, quero ver se tem alguma cartilha que eu possa ler, e puder levar par aos meus amigos”, disse Jadilza. A aposentada mora no Município de Barreirinha, mas viveu em Manaus dos seis aos 12 anos de idade. Por isso, ela conta que quando vem à capital visitar a filha, não perde a oportunidade de se envolver nos assuntos da cidade.

Jazilda foi e voltou sozinha do Jardim Petrópolis, na Zona Sul, à CMM, no Santo Antônio, Zona Oeste. “Lá em Barreirinha não tem esse tipo de discussão pública. Quando tem eles nem chamam porque sabem que eu vou”, disse Jadilza. Ela acompanhou atentamente a audiência, que terminou às 18h.

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