Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
Manaus

Por conta de ponte quebrada na Zona Norte, estudantes enfrentam dificuldades no trajeto à escola

Os moradores pedem ao menos que a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), realize a construção de uma ponte pequena, apenas para a passagem de pedestres



1.jpg Até em dia de chuva e com o aumento no nível da água, estudantes fazem a travessia
23/02/2016 às 19:52

A falta de uma ponte sobre o igarapé do Mindu, entre os bairros Novo Aleixo, na Zona Norte e Tancredo Neves, na Zona Leste, tem representado perigo iminente aos moradores da região. Para não perder o compromisso com seus afazeres, eles ousam em desafiar o leito do igarapé, em meio ao lixo, mato e outras impurezas, sem contar o forte odor que exala no  local, proveniente do despejo de esgoto.  

As crianças são as mais prejudicadas. Desde o último dia 18, quando a força das águas provocadas pela chuva, levou a ponte metálica, se tornou comum avistar crianças adentrando o leito do igarapé, para ter acesso a outro lado da margem. Em sua maioria, para ir e vir da escola.

Os moradores da região estão insatisfeitos com a situação, pois a ponte era o único acesso da comunidade para se locomover de um lado para outro.

Apesar de várias obras estarem em andamento no local, incluindo duas pontes de concreto, até agora a situação não foi resolvida. Os moradores pedem ao menos que a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), realize a construção de uma ponte pequena, apenas para a passagem de pedestres, uma vez que, há demora na construção das duas pontes, que também irão servir para o tráfego de veículos. 

De acordo com Raimundo Nascimento, 46, morador da Travessa Wilson Vieiralves, via que margeia o igarapé, a ponte era o único acesso ao Tancredo Neves, bairro onde os moradores usufruem de escolas, transportes, feira e supermercados.

Segundo Raimundo, agora, a única alternativa é uma ponte localizada a quase 1 quilômetro, da que está quebrada. “Na última segunda-feira (22) pela manhã, tive que entrar com meus dois filhos no igarapé para levá-los à escola, mas desde a sexta-feira (19), a maioria dos estudantes deixou de frequentar a escola por receio de atravessar o igarapé e contrair doença”, disse o morador.

Outro morador, que preferiu não se identificar, faz um apelo para que a que a ponte seja consertada. “Pedimos que as autoridades olhem para a situação da ponte e a arrume. Estamos precisando muito”, diz o morador. Ele revela ainda, que faz compras no Tancredo Neves, leva a mercadoria nas costas até o outro lado da ponte, correndo risco de perder as compras. “Não me arrisco muito, mas tem gente que se arrisca. É perigoso. A situação está muito difícil”, lamenta.

Procurada pelo A CRÍTICA, a Seminf informou que a área solicitada pertence às obras do Corredor Ecológico do Mindu, no bairro Novo Aleixo. O local, antes precário em infraestrutura, hoje, segundo o órgão, possui redes de drenagem e gabiões em concreto armado, resolvendo de forma permanente o problema de alagamento na área.

De acordo com a Seminf, as obras chegaram até a área solicitada, onde está sendo construída a ponte de concreto definitiva. As vigas de sustentação para a conclusão da ponte estão sendo confeccionadas fora do local da obra, segundo o órgão. Quanto a solicitação de um ponte provisória para a passagem apenas de pedestres, a Seminf informa que as medidas para a instalação de uma ponte provisória, que possa solucionar o problema dos moradores nesse momento, estão sendo tomadas.

“Mas o problema que não tem nem sinal de construção das bases para colocar a ponte para os pedestres”, declarou o morador Raimundo Nascimento.

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