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Manaus
CRISE FINANCEIRA

Com dificuldades de gestão, diretor do Hospital João Lúcio pede para deixar o cargo

Nos últimos meses, a unidade é palco de problemas como atraso no pagamento de salários de funcionários e a falta de materiais para cirurgias e até medicamentos 30/08/2016 às 17:50 - Atualizado em 30/08/2016 às 18:01
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O médico cirurgião José Jorge pediu para deixar o cargo por “dificuldades de gestão” (Foto: A Crítica)
Vinicius Leal Manaus (AM)

O diretor geral do Hospital e Pronto Socorro Doutor João Lúcio, em Manaus, o médico cirurgião José Jorge Pinheiro, pediu para deixar o cargo por “dificuldades de gestão”, segundo informou por telefone o secretário de Estado de Saúde (Susam), Pedro Elias. Nos últimos meses, a unidade é palco de problemas como atraso no pagamento de salários de funcionários e falta de materiais para cirurgias.

“Conversei com ele ontem, e em função da dificuldade de gestão (ele) queria ficar exclusivamente na parte clínica e técnica. Ele gostaria que nomeasse outro para o cargo”, declarou Elias. Segundo o secretário, a decisão ainda não foi homologada e o atual diretor fica no cargo até outro ser nomeado. Até lá, um membro da Susam foi enviado ao hospital para auxiliar na gestão.

Na quinta-feira passada (25), técnicos de enfermagem que prestam serviço no hospital fizeram uma manifestação em frente à unidade para cobrar o pagamento dois meses de salários atrasados. Pelo menos 200 técnicos eram afetados pelo problema, que vem ocorrendo vem ou outra desde julho de 2015. Eles chegaram a ameaçar parar as atividades, mesmo com o risco de demissão.

As empresas terceirizadas Salvare e Total, empregadoras dos técnicos, informaram que não havia previsão de pagamento porque a Susam não havia repassado a verba. Apenas 26 vales transporte mensais vinham sendo depositados para que os funcionários não deixassem de ir trabalhar. Na época, a Susam declarou que os salários pendentes seriam pagos até sexta passada, dia 26.

De acordo com o secretário Pedro Elias, o repasse para o pagamento dos terceirizados é feito pela Secretaria de Estado de Fazenda à Susam, que então paga as empresas. A falta da verba, segundo Elias, é decorrente crise financeira. “Depende da Sefaz. A Susam executa e fiscaliza. Mas estamos discutindo com eles não só do João Lúcio, mas outras empresas, principalmente as de enfermeiros e de técnicos de enfermagem. Isso tudo por conta da crise”.

Faltava materiais

No início deste mês, familiares denunciaram que pacientes internados no João Lúcio vinham sendo impedidos de passar por cirurgias ortopédicas, procedimento considerado urgente, por falta de materiais na unidade. Além disso, acompanhantes vinham comprando do próprio bolso alguns medicamentos também em falta no hospital. Após publicação de matéria no Portal A Crítica, as cirurgias começaram a ser agendadas.

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