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Por R$ 10, policial militar agride vendedora e tenta matar o marido dela na feira do Zumbi

Sargento Edson Costa desferiu um soco no peito da feirante, depois que ela não trocou uma película de celular de R$ 10, e tentou disparar várias vezes na cabeça da vítima, sendo impedido por populares que estavam no local 26/03/2015 às 12:01
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O sargento tentou disparar várias vezes na cabeça da vítima, mas só não conseguiu efetuar os disparos porque foi imobilizado
Fábio Oliveira Manaus (AM)

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Por causa de uma discussão, da qual o motivo era uma película de aparelho celular, que custa apenas R$ 10, o sargento da Polícia Militar, Edson Ribeiro Costa, de 47 anos, lotado na 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), desferiu um soco no peito da feirante Edileusa Moriz Ramiro e quase matou o marido dela, Antônio Filho Maciel Ramiro, de 43 anos, com um revólver calibre 38.

O fato ocorreu dentro da Feira do Zumbi, bairro de mesmo nome, na zona Leste, na manhã do último sábado (21).

Segundo testemunhas, o sargento da PM, tentou disparar várias vezes na cabeça da vítima, mas só não conseguiu efetuar os disparos porque o marido da feirante travou luta corporal.

De acordo com o feirante Antônio Filho, o policial militar chegou à banca da esposa de acessórios para telefone e pediu que ela trocasse a película de seu celular, pois estava danificada. Ela, então, pegou o aparelho e verificou que não havia nenhuma película e que não iria por uma nova. O sargento ficou furioso com a resposta da feirante e desferiu um soco na altura do tórax, obrigando-a imediatamente que fizesse a troca do acessório. Em seguida, ele sacou a arma com a intenção de atirar contra Edileusa, mas o esposo interferiu e a salvou.

“Eu também tenho uma banca na frente da dela e vi no momento que ele deu o soco em seu peito. Então imediatamente eu corri e me atraquei com ele. Passamos mais de dez minutos brigando. Ele estava com uma arma enrolada em uma meia e tentava mirar na minha cabeça, mas graças a Deus ele não conseguiu atirar”, lembrou o feirante. Ele contou que a briga só foi interrompida, após os dois caírem próximo a uma banca de carne e também pela intervenção de outros feirantes.

O companheiro de Edileusa também relatou que Edson gritava, dizendo que era policial militar, mas, mesmo assim, foi agredido por vários populares. “Quando o atraquei, ele disse que era policial, mas que policial é esse, que faz confusão por causa de uma película de celular que custa R$ 10?”, questinou. Ele explicou que o policial realmente colocou o acessório (película) na banca, porém com outra funcionária, que está grávida e está há 21 dias afastada do trabalho.

“A minha mulher percebeu que ele havia tirado a película e tentado colocar de volta, fazendo com que danificasse, por isso, a minha esposa disse que só iria trocar se ele pagasse. Então o policial reagiu dessa forma violenta”, declarou.

Sargento foi imobilizado pelos feirantes

Durante a confusão, o sargento da Polícia Militar, Edson Ribeiro Costa, foi imobilizado pelos feirantes que em seguida, acionaram os policiais da 25ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que no momento, passavam em frente à Feira e fizeram a detenção do policial militar.

Logo depois, o PM foi conduzido até o 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro São José, zona Leste, que fica em frente ao local do ocorrido, onde foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e ameaça.

Após prestar depoimento, ele foi encaminhado à cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Consta no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) que um alvará de soltura já foi expedido a favor do policial e deverá ser cumprido. Até o fechamento desta edição, não havia informação se o PM foi liberado.

Policiais envolvidos em suposto espancamento

Quatro policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foram intimados sob suspeita de terem espancado até a morte o estudante Patrick dos Santos Souza, de 16 anos. O fato ocorreu na noite do dia 22 de janeiro deste ano, no bairro Gilberto Mestrinho, zona Leste. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) colheu informações do Hospital João Lúcio, que afirmou que não houve agressão. Mas, na versão da família, os policiais da viatura 252004, de placa OAJ 0474, cometeram as agressões.

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