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Acidente

‘Por um milagre não houve vítimas graves’, afirma perito sobre explosão de esgoto

ETE do Centro Educacional Adalberto Valle se rompeu na tarde do último sábado e derrubou o muro do condomínio residencial Mundi deixando 12 pessoas levemente feridas 18/07/2016 às 13:46 - Atualizado em 18/07/2016 às 14:53
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A perícia técnica foi realizada na manhã desta segunda-feira (18) (Euzivaldo Queiroz)
Silane Souza Manaus (AM)

“Por um milagre não teve vitimas fatais nesse acidente”, disse o perito do Instituto de Criminalística, Carlos Fernandes, sobre o rompimento da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Centro Educacional Adalberto Valle, na Zona Centro-Sul, ocorrido na tarde do último sábado (16). Na manhã desta segunda-feira (18), ele realizou no local uma perícia técnica solicitada pelo síndico do condomínio residencial Mundi, Antônio Paiva.

De acordo com Fernandes, pelos relatos das pessoas que estavam presentes na área de lazer no momento do rompimento houve um risco muito grande de morte. “Eles dizem ter escutado a ruptura do tanque, sendo que esse taque estava um pouco distante, então, entre o som do rompimento e a percolação do material que estava lá dentro existe um tempo e esse tempo foi suficiente para eles darem aquela corrida que vemos no vídeo e se salvarem”, destacou.

“Por muito pouco do que isso, vi resultados piores. O acidente teve risco de ter vítimas fatais”, completou o perito. Conforme ele, ainda não dá para saber quais as causas do acidente com a Estação de Tratamento de Esgoto do Centro Educacional Adalberto Valle. O resultado da perícia técnica deve sair em no mínimo 30 dias, ou seja, daqui um mês mais ou menos.

O advogado do Adalberto Valle, Leandro Benevides, afirmou que o centro educacional vai reparar todos os danos tanto do condomínio Mundi quanto das pessoas que tiveram escoriações e prejuízos em razão do incidente. Ainda conforme ele, as obras de reparo iniciam hoje. “Só não iniciou no sábado mesmo porque o síndico do condomínio pediu para ser realizada após a perícia técnica. Como ela foi feita de manhã, agora à tarde começamos a reparar os danos”, ressaltou.

A ETE do centro educacional se rompeu na tarde do último sábado e derrubou o muro do condomínio residencial Mundi. Pelo menos 12 pessoas, que estavam na área de lazer, ficaram levemente feridas. O local em que elas estavam, assim como o campo de vôlei que ficava nas proximidades, foi tomado por dejetos e por pedaços de concreto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro às vítimas, mas como os ferimentos foram leves, o atendimento foi feito no próprio condomínio.

Autuado em R$ 37 mil

A Associação das Irmãs Missionárias Capuchinhas, entidade mantenedora do Centro Educacional Adalberto Valle, foi autuada em 400 Unidades Fiscais do Município (UFM), o equivalente a R$ 37.188,00, pela degradação ambiental decorrente do rompimento da ETE. A direção da escola foi notificada a comparecer à sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) em 48 horas a fim de prestar esclarecimentos sobre as medidas corretivas a serem adotadas quanto à destinação dos efluentes líquidos e sólidos gerados no empreendimento.

O Centro Educacional Adalberto Valle foi enquadrado no Artigo 138, inciso 28, da Lei 605/2001 (Código Ambiental do Município), que considera infração muito grave provocar ocasionalmente poluição ou degradação de elevado impacto ambiental, que apresente iminente risco para a saúde pública e ao meio ambiente. A direção da escola terá um prazo de 20 dias para impetrar defesa recursal junto à Semmas.

A fiscalização do órgão esteve no local logo que tomou conhecimento acerca do rompimento, no sábado, e depois no domingo (17). Os fiscais fizeram vistoria preliminar, mas não tiveram acesso à escola, que estava fechada. A equipe retornou na manhã de hoje. Entre as providências a serem tomadas pela direção da escola está a retirada do lodo acumulado nos locais afetados.

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