Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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Coordenador da equipe multidisciplinar que atende pacientes com DDS, Petrus Oliveira alerta que o fundamental para o tratamento é o diagnóstico correto
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Manaus

Portadores de Distúrbio da Diferenciação Sexual já têm atendimento especializado

Nove crianças que nasceram com DDS são tratadas no ambulatório Araújo Lima, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), localizado em Manaus


24/04/2013 às 12:49

Não se sabe ao certo quantos casos de crianças com Distúrbio de Diferenciação Sexual (DDS) existem no Amazonas. Porém, o que se sabe é que ao menos nove crianças que nasceram com DDS estão sendo tratadas e acompanhadas por uma equipe multidisciplinar no Ambulatório Araújo Lima, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

O Distúrbio de Diferenciação Sexual, também conhecido como genitália ambígua ou hermafroditismo, é uma anomalia de nascença em que os genitais externos da criança não possuem a aparência típica de menino ou menina, dificultando sua identificação. De acordo com o coordenador da equipe, Petrus Oliveira, o ambulatório é o único específico de urologia pediátrica da região Norte que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Nos casos de crianças com ambigüidade genital, o urologista pediátrico explica que é fundamental o diagnóstico correto, bem como a correção cirúrgica da genitália externa. Tais procedimentos, no entanto, devem ser realizados antes que as crianças apresentem uma identidade sexual social e, principalmente, psicológica. Além disso, ele salienta que, em alguns casos, a criança pode passar por até três cirurgias para corrigir a genitália.

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“Diferente do que algumas pessoas pensam, existem idades ideais pra se tratar essas crianças. E no caso do DDS, a idade ideal é entre o primeiro e o segundo ano de vida. Muitas dessas patologias, por serem complexas, vão exigir mais de uma cirurgia. Uma criança que chega aos três anos de idade para o início do tratamento, por exemplo,  é provável que passará por cirurgias até os cinco anos. Isso permite uma melhor recuperação dos tecidos, melhor cicatrização, um pós-operatório mais fácil para a família e para o paciente”, explicou o especialista.

Segundo o urologista pediátrico, por ser um distúrbio delicado e complexo, muitas pessoas ainda carecem de um entendimento sobre o DDS e não sabem onde procurar o tratamento, o que dificulta mais ainda identificar os casos existentes.

Um exame genético pode determinar se a criança é do sexo masculino ou feminino. “Alguns pais só percebem aos dois ou três anos que a criança tem um problema genital. A gente usa uma classificação para graduar o nível de alteração genital da criança. Será possível a genitália se desenvolver normalmente depois da cirurgia, mas terão algumas limitações. As meninas, por exemplo, podem não conseguir ter uma gestação futura”, informou o médico urologista Petrus Oliveira.

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