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Pós feriado: congestionamentos marcaram retorno a Manaus nas estradas

Em três rodovias as pessoas precisaram fazer um teste de paciência por conta de quilômetros de congestionamentos que foram registrados 09/09/2013 às 07:57
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Filas quilômetricas se formaram no município de Careiro da Várzea, na volta para Manaus; segundo SNPH, voluma extra de carros se deu por conta de feira agropecuária realizada no fim de semana
Adriano Silva Manaus

Para quem saiu da capital amazonense durante o feriado prolongado da Semana da Pátria, à procura de descanso, lazer, diversão, ao tentar retornar neste domingo (8), a volta foi um verdadeiro teste de paciência por conta de quilômetros de congestionamentos em três rodovias da cidade.

Na BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, o congestionamento ultrapassou os três quilômetros e a insatisfação das pessoas era intensa. Muitos enfrentaram mais de cinco horas na fila para pegar a balsa que faz a travessia.

O universitário Lamarttiny Duarte, 20, que estava retornando do município de Careiro da Várzea (a 25 quilômetros de Manaus), disse que precisou sair cedo para tentar evitar a fila, mas não conseguiu. “Isso aqui é muito complicado, perdemos praticamente o domingo todo nessa fila. Passamos o feriado descansando e ao retornar, temos que enfrentar tudo isso novamente”, disse.

Uma denúncia feita à reportagem de A CRÍTICA apontava que as balsas que chegavam ao porto da Ceasa demoravam a retornar para o Careiro, sem que estivessem completas.

“Um amigo meu que já atravessou, ligou dizendo que tinham três ou quatro balsas vazias na Ceasa e que não queriam retornar até encher de veículos, sendo que o fluxo de Manaus para o Careiro é menor. Alguém precisa ver isso e solucionar esse problema, pagamos um preço tão alto pra passar por isso”, denunciou o industriário Jean Melo, 36.

Na BR-174, que liga Manaus a Boa-Vista, os motoristas também precisaram ter paciência, pois o congestionamento passou dos dez quilômetros por conta de um acidente ocorrido no início da tarde deste domingo (8), nas imediações do quilômetro 8.

Na AM-070 (Manuel Urbano), que liga Manaus a Manacapuru, a situação ficou bem mais complicada: o congestionamento chegou próximo a 20 quilômetros, por conta das obras de duplicação da via.

Balsas regulares
De acordo com o Gerente de Comunicação da Sociedade de Navegação Portos e Hidrovias (SNPH), Marinaldo Matos, sete balsas funcionaram normalmente durante o feriado. A quantidade de carros na fila e o tempo de espera ocorreu por conta do número de veículos que atravessaram, principalmente para participar da Feira Agropecuária do Careiro.


“Chegamos a ter cerca de quatrocentos veículos na fila e o tempo de espera aumentou bastante. Mas isso aconteceu também por conta da Agropec”, disse. Matos rebateu as denúncias feitas pelos usuários sobre as balsas que possivelmente estariam paradas no porto da Ceasa, informando que isso não aconteceu, pois, por várias vezes,elas atravessaram totalmente vazias.

Veículos
Com o feriado da Semana da Pátria, que para muitos começou desde quinta-feira, quando foi comemorado 163 anos da elevação do Amazonas à categoria de Província, 2,7 mil veículos atravessaram o rio utilizando as balsas no porto da Ceasa. Até o inicio da noite de ontem, mais de 60% tinha retornado à capital. Segundo a SNPH, as balsas não iriam parar a travessia até que o último veículo retornasse. A operação realizada pela SNPH termina nesta segunda-feira (9).

Feriado com jeito caboclo
“Enquanto o pessoal aproveita o feriado dançando e bebendo, eu trouxe minha família para pescar e se divertir do nosso jeito e de uma maneira mais saudável”. A frase é do montador José dos Santos Oliveira, 39, morador do bairro Grande Vitória, Zona Leste de Manaus. Ele que estava com a esposa, Rosilene Oliveira, 34 e os dois filhos menores, pescando de cima de um barranco conhecido como prainha, em frente à entrada do município de Careiro da Várzea (a 25 quilômetros de Manaus), desde as 8h. Ele foi um dos que lotaram o local que, logo depois do almoço, esvaziou.


Oliveira informou que saíram de casa somente com o baião de dois e a farofa, pois peixe ele já tinha certeza que ia pegar. “A fartura é grande e não corremos o risco de ficar com fome. Mas se acontecer de não pegar nada, a gente corre no flutuante e compra alguma coisa. Aqui a gente pega Piramutaba, Sardinha, Pacú, Aracú, basta ter paciência”, declarou.

O industriário Cleílson Gomes de Lima, 30, disse que esta é a segunda vez que vai ao local para pescar e foi influenciado por amigos. “Vim a primeira vez e hoje já trouxe outros amigos comigo. Hoje, por volta de meio dia, esse barranco estava lotado de gente pescando e fizemos um almoço comunitário, todos comemos juntos, mesmo sem se conhecer”, declarou.

Segundo Lima, na hora de preparar o almoço, um traz a farinha, outro o sal, enquanto o outro faz o fogo e prepara tudo junto. “Foi uma experiencia bem legal pra nós. Arrumaram um latão, fizemos o fogo e cada um contribuiu com algum peixe que já tinha pescado. Compramos as verduras e o tempero e fizemos uma caldeirada com diversos tipos de peixe e todo mundo comeu junto, ficou muito gostoso e foi muito legal”, disse.

‘A jato’
Do porto da Ceasa até a Prainha, a equipe de reportagem levou cerca de trinta minutos, utilizando o transporte de lanchas “a jato”, que cobram a quantia de R$ 7 para fazer a travessia. As lanchas são uma opção para as pessoas que querem chegar mais rápido e que não precisam atravessar com veículos nas balsas.

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