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Manaus
Resíduos sólidos

Limitação de PEVs dificulta o descarte correto de material reciclável em Manaus

Cidade tem 4 PEVs, localizados na praça do Dom Pedro e nos parques dos Bilhares, do Mindu e Lagoa do Japiim 07/04/2016 às 22:49
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O ponto de Entrega Voluntária (PEV) da praça de alimentação do bairro Dom Pedro é um dos mais movimentados (Foto: Márcio Silva)
Luana Carvalho Manaus (AM)

Embora os quatro Pontos de Entrega Voluntaria (PEVs) sejam insuficientes para atender pouco mais de dois milhões de habitantes de Manaus, uma média de 48 toneladas de materiais recicláveis são recolhidas nestes postos, mensalmente. Nos últimos três anos, a taxa de reciclagem saltou de 0,17 para 3%, segundo a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).

“O poder público deveria expandir esses pontos de coleta para outros bairros e lançar campanhas educativas sobre como separar adequadamente o lixo. A população também deveria se conscientizar mais, pois uma formiga não trabalha sozinha. Se cada condomínio instalasse um posto de coleta, facilitaria o processo de reciclagem”, comentou o empresário Alexandre Souza, 56, que semanalmente descarta resíduos  no PEV do Dom Pedro, na Zona Centro-Sul de Manaus. 

Apesar do ponto sofrer com a falta de estrutura e servir de abrigo para moradores de rua e usuários de drogas durante a madrugada, é um dos mais movimentados de Manaus. Kelly Oliveira, 26, que há pelo menos dois anos ajuda na coleta do PEV, conta que notou um aumento de voluntários. “Geralmente, a associação passa com o caminhão uma vez na semana, mas nos últimos meses é preciso vir mais de uma vez porque não dá para levar tudo de uma vez só”. 
Para ela, se o trabalho dos catadores fosse mais valorizado e se existissem campanhas mais intensas sobre a reciclagem de lixo, mais moradores se sensibilizariam. “É um benefício pro meio ambiente que a gente nota que a população já está tomando conhecimento. Mas, ainda assim, o trabalho poderia ser melhor. Aqui no nosso ponto não tenho estrutura alguma”. 

Conscientização 

 Moradores do Conjunto Acariquara, na Zona Leste, que em 2011 se tornou uma Área de Proteção Ambiental Municipal (APA), realizam o trabalho de coleta seletiva desde 2006. Já sofreram com problemas de logística, pois o caminhão que retirava os resíduos não comportava o material doado pelos moradores. “Agora somos o primeiro bairro do dia a receber o caminhão, mas a prefeitura deveria aumentar o serviço, fazer pontos mais acessíveis”, comentou a bióloga Erika Schloemp.

Ela comentou ainda que sente falta de pontos de coleta seletiva em órgãos públicos.  “Só temos um ponto para coleta de óleo (na Lagoa do Japiim). Agora a Ufam também coleta no Campus, mas a demanda é grande. Estamos engatinhando neste quesito. Acho que por enquanto tudo é apenas uma amostra grátis”, finaliza.

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