Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020
Manaus

Posto do Sinetram é fechado por conta de frequentes assaltos no T1

A decisão de fechar o local foi tomada pelos próprios funcionários do Sinetran, depois que quatro deles foram assaltados quando saíam no fim do expediente



1.gif Além dos frequentes assaltos, posto ainda sofreu uma pane elétrica e o T1 tem banheiros danificados e está todo pichado segundo funcionários e usuários
13/03/2014 às 11:02

“Por falta de segurança o posto está fechado”. Essa é frase da placa fixada no portão do posto do Sindicato das Empresas de Transporte (Sinetran), situado dentro do Terminal 1, na avenida Constantino Nery, Zona Centro Sul, e que tem gerado uma sobrecarga no atendimento do posto central do órgão, localizado ao lado do terminal.

A decisão de fechar o local foi tomada pelos próprios funcionários do Sinetran, na última semana, depois que quatro deles foram assaltados quando saíam no fim do expediente. O assalto da semana passada foi o quarto desde outubro do ano passado.



De acordo com o o gerente de bilhetagem, Antonio Carlos Zanetti, os funcionários foram abordados por dois homens, que além de roubarem os objetos pessoais deles, ameaçaram as vitimas. Ainda segundo o gerente, as câmeras de segurança mostraram que os ladrões estavam aguardando as vítimas e sabiam o horário de saída.

Zanetti informou, também, que um dia depois do assalto ocorreu uma pane elétrica que deixou o local sem energia, dificultando ainda mais o retorno do funcionamento do posto. “Eu não posso obrigar os funcionários a voltarem a trabalhar num local que não oferece segurança e infraestrutura, onde os banheiros estão quebrados e todo o prédio pichado”, completou.

Para os usuários, que agora precisam enfrentar as longas filas na sede do Sinetran, a desativação do posto do T1 tem gerado irritação. A estudante Maria Cristina Souza, 17, contou que por estudar no Centro recarregava a carteira estudantil no T1, com a desativação do posto é obrigada a enfrentar as filas enormes. “É um absurdo as pessoas deixarem de atender por falta de segurança. Só quem sofre é a população”, disse a estudante.

O funcionário público Erifran Almeida, 55, apoiou a atitude dos funcinários do posto, alegando que o número de assaltos dentro do terminal é grande e não há policiamento. “Assalto é algo comum dentro do terminal. Os funcionários decidiram preservar a própria vida”, defendeu.

Reforma

Segundo o gerente de bilhetagem, o aumento no número de atendimentos ocorreu não somente por conta da desativação do posto, mas também pela reforma de outros terminais. “Esperamos que a partir da semana que vem o fluxo de pessoas diminua em decorrência da entrega do T3”, acrescentou o gerente.


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