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Postos de Manaus devem ficar sem gasolina neste sábado (26), diz Sindicombustíveis-AM

“Nós estamos, até a tarde desta sexta-feira, com 85% a 90% dos postos de gasolina fechados por falta de combustível”, afirma presidente do Sindicombustíveis-AM 25/05/2018 às 18:06
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Foto: Winnetou Almeida
Ana Sena Manaus (AM)

Depois dos caminhoneiros pararem suas atividades em Manaus, a capital amazonense deve amanhecer sem combustível neste sábado (26), conforme declarou o presidente do Sindicato Estadual do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo, Alcoóis, Lubrificantes, Gás Natural Veicular, Biocombustíveis e das Lojas de Conveniência do Estado do Amazonas (Sindicombustíveis-AM), Luiz Felipe Moura.

“Nós estamos, até a tarde desta sexta-feira, com 85% a 90% dos postos de gasolina fechados por falta de combustível. Se a greve continuar, amanhã 100% dos postos devem amanhecer fechados pela falta de gasolina”, disse.

Como uma estratégia para obter combustível para os serviços essenciais, como transporte público, ambulância e viaturas da polícia, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) foi para frente das refinarias para conversar com os caminhoneiros, para que eles liberem um pouco de combustível. Ao ser questionado sobre uma possível estratégia de alguns proprietários de postos de gasolina para obter combustível e se manter trabalhando, Luiz Felipe disse desconhecer.

 De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, a expectativa do órgão é que o governo entre em acordo com os caminhoneiros, caso contrário, a greve começará a afetar diretamente empresas da Zona Franca. “É muito assustador se não houver uma resolução para o que está acontecendo, espero que tudo se resolva até amanhã. Até agora ainda não temos informação de nenhuma empresa parada, mas é eminente que pode acontecer nos próximos dias”, afirmou.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Ralph Assayag, confirmou que se a greve pendurar até segunda-feira (28) vão começar a faltar produtos alimentícios, uma vez que eles vem exportados do Sul e se não embarca em São Paulo, a ausência do material será sentido pela população amazonense. “Falta de produtos ainda não temos, por conta do estoque que mantemos, pois estamos acostumados com alguns atrasos de mercadoria que vem do Pará. O que nos preocupa é a falta de gasolina que deve afetar o transporte público e o recolhimento de lixo”, informou.

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