Domingo, 25 de Agosto de 2019
Manaus

Pouca movimentação na Ponta Negra após captura de jacaré

De acordo com o sargento Jacaúna, uma família relatou aos militares que teria visto, por volta das 7h40, um jacaré dentro do rio, nas proximidades do Anfiteatro, mas nada foi encontrado pelos bombeiros



1.jpg Um dia após a captura de um jacaré na orla da Ponta Negra, banhistas tomam banho nas águas do rio Negro
29/04/2013 às 13:25

Um dia após banhistas avistarem três jacarés na Ponta Negra e um deles ser capturado pelo Corpo de Bombeiros, cerca de setenta pessoas estiveram na praia na manhã desta segunda-feira (29). De acordo com os bombeiros, a movimentação de banhistas foi inferior ao número registrado nos primeiros dias após a reabertura do balneário.

De acordo com o sargento Jacaúna, por volta das 7h40, uma família relatou aos militares que teria visto um jacaré dentro do rio, nas proximidades do Anfiteatro. Uma equipe do Corpo de Bombeiros realizou uma vistoria na orla da praia com o objetivo de verificar a ocorrência, porém nada foi encontrado.

A técnica de segurança Mary Jheny Fontenelle, 22, aproveitou o dia de folga e foi conhecer a Praia da Ponta Negra depois de dois anos morando na capital amazonense. Esta foi a primeira vez que a paraense, natural de Santarém, foi visitar o balneário e aproveitou para tomar banho na faixa liberada da praia.

“Eu não sabia que tinham apreendido um jacaré aqui, mas em Manaus temos poucas opções de lazer e é necessário enfrentar o medo para poder desfrutar desse sol amazônico. A Ponta Negra é acessível e pelo que me falam ficou linda depois da reforma e todos acabam se arriscando para ter um momento de lazer com a família”, relatou.

Para o comerciante Anderson dos Santos, 30, o movimento na praia caiu muito após os acontecimentos ‘sinistros’ no balneário e relata que as vendas caíram bastante se comparado ao período anterior à reforma.        

“Trabalho na área há 13 anos e perdemos muito com o fechamento da praia, agora qualquer coisa é motivo para interditarem a Ponta Negra. Sei que é preciso ter cuidado, mas antes morriam pessoas aqui, nada era feito, assim como a presença de jacarés que estão apenas no seu hábitat natural”, desabafou o vendedor.

A maioria dos banhistas, que aproveitaram a manhã de segunda-feira para tomar banho nas águas do rio Negro, não aparentava preocupação com a possível presença de répteis. Para o casal de vendedores Sandra Paiva, 19, e Júlio Alencar, 26, a Ponta Negra é um dos poucos lugares que restaram para o lazer da família no circuito urbano de Manaus.

“Ficamos sabendo há poucos minutos sobre a captura do jacaré e tenho medo que algo possa acontecer, por isso não vou mais tomar banho. Vou só pegar um bronzeado e para não correr o risco, depois vou arrumar as nossas coisas para ir embora”, relatou Sandra.

Veja imagens aqui.

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