Sábado, 18 de Maio de 2019
Manaus

Praça Tenreiro Aranha está há quase uma década abandonada no Centro de Manaus

Espaço que já foi referência para turismo e artesanato regional em Manaus padece em meio a impasses e omissão da gestão pública há quase 10 anos



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Pavilhão Universal, que poderia abrigar um centro de turismo ou de artesanato, serve apenas de abrigo a moradores de rua
13/07/2015 às 09:01

Além de deixar o centro histórico com o ar de abandono, a demora na revitalização dos espaços públicos tem gerado sensação de insegurança para trabalhadores, frequentadores do local e também aos turistas, que convivem, ainda com os assaltos.

No caso da praça Tenreiro  Aranha, localizada na avenida Floriano Peixoto, foi construído um complexo destinado ao atendimento do turista, mas por ter sido saqueado tantas vezes, o local não foi adiante e também se encontra abandonado, servindo de moradia e banheiro para moradores de rua e usuários de drogas.

O permissionário Cleiton Arruda, 31, que trabalha há mais de quatro anos nessa praça, contou que o apoio ao turista nunca chegou a funcionar. “Disseram que este ponto traria mais segurança para nós que trabalhamos aqui, mas nem no período da Copa do Mundo ele chegou a funcionar”, reclamou.

A praça, que há anos é um ponto de referência do artesanato local, está há quase dez anos abandonada. Um exemplo deste abandono é visto no Pavilhão Universal, que fica na parte central da Tenreiro Aranha.

O pavilhão foi construído e entregue para a Fundação Nacional do Índio (Funai), onde eram expostos os trabalhos artesanais das etnias locais, mas há quase de anos está fechado para reforma. Os tapumes que tentam, em vão, esconder as marcas de uma década de abandono, não impedem os moradores de rua e usuários de droga de invadirem o espaço para dormir e se drogar.


Central de atendimento ao turista também está depredado

Conforme o artesão Francisco Fabiano Cardoso, 49, o local também tem servido como moradia, banheiro e ponto de encontro para moradores de rua e usuários de droga. “Isso é uma vergonha para o nosso Centro, há anos que está fechado para reforma e nada teve início e ainda piorou, pois como não há segurança, qualquer um entra dentro do pavilhão e faz o que bem quer”, detalhou.

O artesão contou que, por falta de segurança na praça, os turistas são saqueados a qualquer momento. “Aqui ninguém pode bobear com bolsa, celular e máquina fotográfica, pois eles não estão nem aí, qualquer momento saem de dentro do pavilhão e realizam um arrastão e o turista não tem nem a quem recorrer, pois o complexo que estava sendo construído para eles nem chegou a funcionar”, reforçou.

Em frente à praça Tenreiro Aranha, a praça do Adalberto Vale é outro retrato do abandono que também tem sido alvo de vandalismo, e precisa de uma reforma urgente. A praça, hoje, serve como ponto de parada de ônibus e, no fim da tarde, vira um “inferninho”, como relatam os trabalhadores do entorno.

Espaço que foi construído para ser uma central de atendimento ao turista também está abandonado e já foi depredado

Projetos

Em 2013, o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) divulgou 10 projetos pelos quais a cidade pode receber investimento do Governo Federal por meio do Plano de Aceleração do Crescimento, conhecido como ‘PAC Cidades Históricos’. Entre os projetos está a revitalização da praça do Tenreiro Aranha.


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