Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Manaus

Praças dos Prosamins estão entregues ao descaso e abandono

Famílias deixam de frequentar as praças dos Prosamins devido o estado precário que os locais estão e também a falta de segurança



1.gif No Parque Kako Caminha, o acúmulo de água, misturado ao lixo, serve como criadouro do mosquito da denque. A quadra de esporte está depredada, sem manutenção e os frequentadores se afastaram
04/05/2015 às 15:37

Praças construídas nos Prosamins espalhados pela cidade estão sendo mal aproveitadas. Hoje o que se vê nesses locais são espaços sujos, aparentemente abandonados, de fácil aproveitamento para a ação de criminosos. Espaços bons, que poderiam ser melhor aproveitados para o lazer das famílias.

Um dos locais visitados pela equipe de A CRÍTICA foi a praça da avenida H, no Alvorada 1, Zona Centro-Oeste. O local é conhecido como “Sapolândia”. Lá, o parquinho para as crianças está completamente destruído. Segundo os moradores, a situação está do mesmo jeito há quatro anos. Na época, uma equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) esteve no local com a promessa de que a praça seria revitalizada com a inclusão de uma praça de alimentação, o que não aconteceu até hoje. A comerciante Cléa Lopes, 47, tem uma banca de churrasco que costumava colocar na calçada da praça, mas parou por conta das notificações. “Quando a gente coloca recebe notificação da Sempab (Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento). Solicitei autorização como eles pediram, mas a carteirinha que é exigida nunca fica pronta”, contou. Cléa também disse que o abandono da praça facilita a ação de criminosos e que vários assaltos já aconteceram no local.


O vendedor José Ademar, 39, contou que crianças se acidetaram no mini parquinho que fica na praça. “Presenciamos várias crianças se machucarem aqui. As madeiras ali do parquinho não prestam mais e continuam expostas. E isso acaba se tornando uma arma perigosa”, disse o vendedor. “A gente só quer que alguém venha aqui resolver essa situação. É um absurdo continuar assim”, concluiu.

Outro ponto visitado foi o Parque Bittencourt, na avenida 7 de Setembro, Centro. Lá os espaços que seriam utilizados para servirem de lanchonete são usados como ponto para usuários de drogas, que ficam livremente no local. Moradores e comerciantes que não quiseram ser idenficados relataram o perigo que o local se torna no início da manhã e no período da noite. A iluminação no local também é precária. A maioria dos postes de iluminação não funciona. Ainda, segundo os moradores, a falta de iluminação no parque é um prato cheio para os criminosos que aproveitam a pouca iluminação para fazer roubos no local e pelas redondezas.


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