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Praças e anfiteatros que poderiam atender a população estão tomados pelo lixo em Manaus

A CRÍTICA visitou uma série de espaços públicos que precisam de revitalização e ações que os tornem mais atrativos 07/03/2016 às 09:27
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No‘calçadão da Suframa’, o que era para ser um banheiro agora está tomado por lixo
Silane Souza ---

Eles são espaços amplos, que poderiam receber shows e outros tipos de atrações culturais e de lazer, mas nem a população, e muito menos o poder público, se apropriam deles para gerar convivência social. Resultado: hoje estão em situação de completo abandono. Alguns sem condições de uso e com mato por todos os lados. São os anfiteatros das praças de alimentação da cidade e do “calçadão da Suframa”.

A CRÍTICA visitou uma série de espaços públicos que atenderia essas reivindicações, mas que, primeiro, precisam de revitalização, e segundo, ações que os tornem mais atrativos.

Enquanto isso não acontece, mato alto ao redor desses ambientes é a cena mais comum. Como exemplo, o anfiteatro do “calçadão da Suframa”, no Distrito Industrial, Zona Sul. Esse é o mais abandonado de todos. A mata invade o espaço e a cobertura encontra-se deteriorada. O local só é usado para o consumo de bebidas alcoólicas e muitas pessoas costumam fazer festinha particular e depois jogam todo o lixo na área.

Para quem trabalha naquela região, ver o anfiteatro e as quadras se acabando é desolador. “É muito triste ver que o pessoal não sabe aproveitar o que tem. Não sabe conservar os espaços públicos de lazer e entretenimento. Um lugar como esse muito bonito deveria está bem preservado, mas não. Encontra-se desse jeito, entregue a deus dará”, declarou o entregador de carga Mário de Souza Batista, 52.

No anfiteatro da praça de alimentação da Cidade Nova, Zona Norte, parte do espaço é ocupado por um parque de diversão. Para brincar nos brinquedos é preciso pagar. Em relação à conservação, até que a área não está tão depredada, mas precisa de uma reforma. A mesma situação é vista nos anfiteatros das praças do conjunto Tocantins e da Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA), ambos na Zona Centro-Sul, e do bairro Dom Pedro (Zona Centro-Oeste).

“Está destruído. Precisa de uma reforma”, foi o que disse a estudante Dayane Carvalho, 16, sobre o anfiteatro da praça de alimentação do bairro Cidade Nova. Ela mora nas proximidades e relatou como o local é usado. “Dificilmente esse anfiteatro é usado para algum evento. Só tem esse parque de diversão mesmo. Dia de sexta-feira tem um pagode que dá muita confusão. O ambiente não é próprio para famílias”, afirmou.

No Amarelinho, bairro Educandos, Zona Sul, os bancos e calçadas estão quebrados, o mato impera no local também. Quanto aos quiosques, a impressão que dá é que estão para desabar. Para o autônomo João Oliveira Ramos, 62, a área é linda, mas não é bem cuidada. “Acredito que a população tem que ajudar. Se cada um fizer a sua parte o espaço não fica abandonado”, ressalta.

Manutenção não é com a Suframa

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que compartilha das preocupações em relação à área do ‘calçadão da Suframa’, a autarquia ressalta que a manutenção não está entre as suas atribuições.

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