Publicidade
Manaus
Manaus

Prazo para Manaus Ambiental realizar levantamento das adutoras chega ao fim

No sábado (30), foi a data limite estipulada para que a Manaus Ambiental entregasse ‘mapa’ das adutoras que devem ser trocadas à Arsam 01/04/2013 às 08:47
Show 1
Moradora da rua das Flores há 17 anos, Olgarina da Silva teme um novo acidente
acritica.com ---

Terminou no sábado o prazo para a empresa Amazonas Ambiental apresentar à Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos (Arsam) um levantamento técnico sobre todas as adutoras de água de Manaus que precisam ser remanejadas ou substituídas por novos dutos. A informação é do presidente da Arsam, Fábio Alho, que estima que cerca de 3 quilômetros de estruturas se encontram nessa situação, em pontos distintos da capital. Tais informações, segundo ele explica, devem constar dos planos técnicos da concessionária. “Esperamos que o levantamento seja entregue na segunda-feira (hoje) pela empresa”, cobrou.

Sobre a situação ocorrida na rua das Flores, localizada no bairro Compensa 2, Zona Oeste, onde dois rompimentos de adutoras ocorreram este ano, sendo o primeiro no dia 15 de janeiro e o segundo no último dia 23, Fábio Alho não descarta a aplicação de multa à empresa concessionária de água e esgoto por má prestação de serviço. Sobre o argumento da Manaus Ambiental de que o segundo acidente ocorreu em decorrência de uma oscilação abrupta de energia, ele explicou que a concessionária deveria possuir um sistema de prevenção contra este tipo de oscilação na Ponta do Ismael, sistema este previsto pelas normas técnicas.

“A Arsam oficializou o pedido de um laudo técnico da empresa Eletrobrás Amazonas Energia para saber se realmente ocorreu oscilação de energia elétrica no horário do rompimento da adutora. Caso o parecer técnico comprove a má prestação do serviço pela concessionária de água e esgoto, a Arsam encaminhará ao poder concedente (no caso a prefeitura de Manaus) pareceres jurídicos baseados no contrato de concessão onde há a sugestão de penalidades que podem chegar a 2% do faturamento dos últimos 12 meses da Manaus Ambiental”, explicou.

O presidente da Arsam também garantiu que, independente da comissão de sindicância que será formada pela prefeitura para averiguar as condições do sistema de abastecimento da cidade e da qual a ARSAM fará parte, engenheiros da agência reguladora estão monitorando o local, no entorno da Ponta do Ismael.

Quanto ao primeiro rompimento, ocorrido no dia 15 de janeiro, Fábio Alho afirmou que, apesar da empresa fabricante da adutora ter emitido um laudo onde atribui o acidente a uma rachadura provocada por uma retroescavadora, a ARSAM solicitou uma contraprova cujo resultado deve ser divulgado ainda na primeira quinzena deste mês.

Publicidade
Publicidade