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Manaus
ECONOMIA

Preço do litro da gasolina aumenta e chega a R$ 4,49 em alguns postos de Manaus

Valor foi encontrado em postos localizados nas Zonas Norte e Centro-Sul da capital. Petrobras anunciou que vai elevar em 0,5% o preço da gasolina a partir desta quarta-feira (28) 27/03/2018 às 20:36
Show gasolina
Foto: Evandro Seixas
Vitor Gavirati Manaus (AM)

"É uma sacanagem", reagiu o motorista de aplicativo Marcos Machado ao saber que o preço do litro da gasolina comum estava R$ 4,49 no posto que parou para abastecer o carro, na avenida João Câmara, bairro Novo Aleixo, Zona Norte de Manaus, na noite desta terça-feira (27).

Na hora de abastecer o automóvel, Marcos tem optado pelo etanol, mais barato, mas também ficou frustrado quando notou o aumento. "Isso prejudica. Ainda mais a gente que é Uber. Eu tenho escolhido o Etanol, porque rodo muito. Estava R$ 3, 29. Aumentou de novo", disse o motorista após perceber que o valor do litro do álcool no referido posto aumentou R$ 0,30, subindo para R$ 3,59.

A reportagem do Portal A Crítica verificou que diversos postos das Zonas Centro-Sul e Norte de Manaus estavam comercializando o litro da gasolina comum a R$ 4, 49 e o Etanol a R$ 3,59, na noite desta terça-feira. Outros postos, no entanto, a gasolina tem sido vendida a R$ 4,29 e o etanol a R$ 3,39.

De acordo com a ferramenta Busca Preço AM, da Secretaria de Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM), em alguns postos na Zona Oeste de Manaus, o litro da gasolina comum chega a custar R$ 4,50.

Reajuste da Petrobras

Nesta terça-feira (27), a Petrobras anunciou em seu site que vai elevar em 0,5% o preço da gasolina nas refinarias a partir desta quarta feira (28). O diesel, segundo a empresa, terá redução de 0,1% no preço. Na semana passada, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gas Natural e Biocombustíveis, o valor médio do litro do diesel, nos postos de Manaus, era R$3,40.

Empresários não aguentam reajustes, diz sindicato

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Alcoois e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicombustíveis-AM), Luiz Felipe Moura Pinto, afirmou que o “susto” tomado pelos motoristas nos postos de gasolina acontece porque os empresários tentam segurar, ao máximo, o repasse dos reajustes da Petrobras aos consumidores.

“Isso é normal. Todo tempo vem subindo o preço e o dono do posto vai segurando, segurando e chega uma hora em que ele não suporta mais e ele repassa. Mas o mercado é livre e o empresário vê qual é a condição dele de repassar esses preços”, afirma.

“Toda hora sobre o preço, sobre o frete da Petrobras. O empresário vai represando e, uma hora, ele passa tudo de uma vez e acontece esse susto”, justifica.

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