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Manaus
Preço do pão e da gasolina

Preços do pão e da gasolina vão sofrer reajuste

Quebra da safra na Argentina elevou preço do trigo.  A Petrobras quer alinhar seus preços com os praticados no exterior.  13/08/2013 às 07:43
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Pão vai ficar mais caro
Jornal A Crítica Manaus

Os combustíveis e o pão francês vão subir de preço. Nessa segunda-feira(12), no Rio de Janeiro, o  diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, que a estatal trabalha para ajustar os preços da gasolina e do diesel no País. Em Manaus, o presidente do Sindicato dos Empresas de Panificação do Amazonas (Sindipam), Carlos Azevedo,  disse que o preço do trigo aumentou 8,8% e não descartou aumento no “pãozinho”.

O último reajuste praticado pela Petrobras ocorreu em janeiro deste ano, quando o diesel subiu 10,5% e a gasolina 6,6%. O novo reajuste, que ainda está sendo discutido com o governo federal, tem como objetivo alinhar os preços de combustíveis com o mercado internacional – onde eles estariam mais caros –, o que ofereceria mais recursos para financiar o plano de negócios da Petrobras.

Barbassa fez a revelação ontem, ao apresentar os resultados do segundo trimestre de 2013, porém, não revelou o percentual de aumento que a companhia está buscando nem deu prazo para que ele ocorra.

Fator argentina

A causa principal para o reajuste do pão é quebra na safra de trigo na Argentina – a pior nos últimos 111 anos –, de onde o Brasil importa 90% de tudo que consume desse produto. “O dólar está valorizado  é outro problema, assim como a entrada de um novo “player” comprador (a China) de trigo produzido nos Estados Unidos”, disse o presidente da Associação dos Moinhos de Trigo do Norte e Nordeste do Brasil, Roberto Schneider, que não poupou a “miopia do governo brasileiro em fazer retornar, neste período de inflação em alta,  a Tarifa Externa Comum (TEC) de 10%, para as importações de trigo”.

A TEC, segundo ele, cria um complicador a mais, porque sem o trigo da Argentina, cuja importação é feita com tarifa zero, os moinhos ficam obrigados a recorrer ao produto nos Estados Unidos, pagando a TCE de 10%, o que inevitavelmente torna mais caro o trigo (em grãos) repassado para as moageiras e daí para as panificadoras. “O preço do trigo importado ficou entre 5% e 10% mais caro”, disse Schneider, alegando que não tinha condições precisar o índice de reajuste que será repassado ao consumidor final.

Essa dúvida também aflige o presidente do Sindipam, Carlos Azevedo. Em fevereiro, as panificadoras locais reajustaram de 10% a 15% o  preço do quilo do pão. Ele disse que as panificadoras ainda estão com um estoque bom  de trigo e que é preciso esperar as próximas compras para saber exatamente o tamanho do reajuste, que, por sua vez, será repassado para o consumidor final.

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