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Prédio inclinado em Manaus é embargado pela Prefeitura

O edifício fica localizado no bairro Monte das Oliveiras. De acordo com o Implurb, a inclinação foi provocada por falta de aprume durante a obra de construção 30/10/2013 às 21:52
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Até esta quarta (30), o proprietário do local não compareceu ao órgão para apresentar projeto arquitetônico e estrutural registrado pelo Cre-AM
ACRITICA.COM* Manaus (AM)

A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), embargou um prédio irregular, sem licenciamento, no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus. O prédio foi construído na rua Arquiteto José Henrique Bento Rodrigues para abrigar quitinetes multifamiliar.

Segundo o Implurb, além das irregularidades, o edifício entra para o rol das curiosidades arquitetônicas da capital, pois os seus quatro andares de construção apresentam uma leve inclinação, provavelmente provocada por falta de aprume durante a obra.

Até esta quarta (30), o proprietário não compareceu ao órgão para apresentar projeto arquitetônico e estrutural, registrado pelo Conselho Regional de Engenharia (Crea-AM). O Implurb esteve no local na semana passada com equipes de fiscais e engenheiros produzindo relatórios e vistorias. Até quarta, a obra continuava paralisada, sem movimentação de operários, em razão do embargo.


Devido a inclinação na estrutura e outros detalhes irregulares quanto aos índices urbanísticos definidos no Plano Diretor, a edificação foi embargada e ficará parada até a regularização da mesma. O proprietário terá que providenciar, ainda, a devida correção de reforço estrutural, com profissional qualificado de engenharia para resolver a situação.

Durante vistoria administrativa do Implurb, constatou-se também que os ambientes que estavam em desacordo com os preceitos da engenharia, sem conforto, habitabilidade e segurança geral, e sem atender dimensões mínimas dos compartimentos de um prédio residencial multifamiliar (área útil total de no mínimo 37 metros quadrados, com sala de 9m², quarto 9m², cozinha 6m² e banheiro 3m², nas medidas mínimas).

No relatório produzido pelo órgão, o engenheiro Jocimar Milon afirma que o prédio em questão está em situação de risco por ter sido construído aproveitando outra obra. O proprietário do prédio usou a base de concreto que deu suporte a uma obra de contenção de aterro para erguer os pilares do edifício – a inclinação se deu pela ausência de resistência do terreno aterrado.

*Com informações da assessoria de imprensa

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