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Manaus
Centro Histórico

Prédio onde funcionou a extinta escola Saldanha Marinho é alvo de vandalismo

Criminosos levam tudo o que podem do que ficou no local e ainda usam o imóvel como esconderijo. Moradores e comerciantes da região relatam medo e insegurança 17/10/2017 às 15:38 - Atualizado em 17/10/2017 às 15:55
Silane Souza Manaus (AM)

O prédio onde funcionou a extinta Escola Estadual Saldanha Marinho, localizado na rua de mesmo nome, no Centro Histórico de Manaus, está sendo saqueado e alvo de vandalismo. Mesas, cadeiras, aparelhos de ar-condicionado e até a fiação elétrica foram levados do local, que virou ponto de abrigo de moradores de rua e usuários de drogas. Quem mora e trabalha na área reclama da insegurança.

De acordo com a contadora Daniela Sardinha, 30, desde que o edifício, tombado como Monumento Histórico do Amazonas, ficou abandonado, há pouco mais de um mês, os casos de roubo e furto aumentaram na região. “Estamos convivendo diariamente com ladrões arrombando e furtando casas e comércios. E nesses últimos dias eles invadiram todos os dias a escola e estão fazendo à limpa”, disse.

A entrada do imóvel está fechada com uma corrente e cadeado, mas isso não inibe as ações dos infratores que quebraram uma das portas e quatro janelas. Visto de cima também é possível vê o telhado do prédio sem algumas telhas e vários aparelhos de ar-condicionado desmontados, possivelmente tiveram suas peças removidas para serem vendidas pelos criminosos que acabam usando o local como esconderijo.

A insegurança tomou conta dos moradores do entorno. Isso porque os criminosos, além de levar tudo o que podem do que ficou no local, estão pulando para os casarões próximos na calada da noite. “No fim de semana anterior ao passado eles só não entraram na casa de uma senhora que mora ao lado porque a moça que fica com ela ouviu o barulho do telhado sendo quebrado e pediu ajuda”, afirmou Daniela.

Para a autônoma Ana Cristina Campelo, 55, toda a situação é uma tristeza. “Estão acabando com o nosso patrimônio, com a nossa história, e ninguém faz nada. É impressionante como o nosso Centro Histórico está sendo destruído. Não há nenhuma preocupação com a preservação desses patrimônios ao contrário do que é observado em muitas cidades, mundo a fora”, destacou.

A professora Izane Macedo disse que até o início do mês de setembro, deste ano, o prédio estava sendo ocupado. Estudavam no local os alunos da Escola Estadual de Atendimento Especifico Mayara Redman Abdel Aziz. “Ficamos por quatro anos e saímos porque o imóvel da nossa unidade foi reinaugurado. Pelo visto só foi sairmos que os vândalos entraram e estão destruindo tudo muito rápido. É uma tristeza”.

Destaque

A professora Izane Macedo destacou que o prédio em questão, além de centenário, foi palco das primeiras aulas da Escola Universitária Livre de Manáos, a primeira universidade brasileira, que deu origem a Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Saiba mais

A contadora Daniela Sardinha disse que ligou várias vezes para o 190 para solicitar viatura, mas, infelizmente, a polícia chega e eles (criminosos) fingem que estão dormindo. E acaba que a situação não caracteriza furto. E, no fim, a polícia diz que o prédio está abandonado e que o Estado, responsável pelo imóvel, que teria que tomar providência.

Box

O prédio em questão pertence à Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), a qual informou que o edifício não está abandonado. Há três semanas atendia aos alunos da Escola Especial Mayara Redman. Com a reinauguração da unidade, os alunos voltaram para a escola de origem. Agora o prédio passará por uma reforma.

A pasta informou, ainda, que o vandalismo registrado no prédio foi uma situação pontual. “A Seduc já reforçou a vigilância de Agentes de Portaria no local”, disse em nota. E concluiu informando que o prédio, após a reforma, será a nova sede da Coordenadoria Distrital de Educação 1 (CDE 1), que abrange as escolas do Centro.

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