Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
Manaus

Prédios públicos ‘privatizam’ vagas de estacionamento e restringem acesso de motoristas

Com as vagas preenchidas por servidores dos órgãos, usuários ‘rodam’ pela cidade à procura de um lugar para estacionar, pagar por vagas privadas ou ‘apelar’ para os flanelinhas



1.gif Construído em um espaço que era uma praça pública, o estacionamento privativo do MPF estava vazio ontem, enquanto motoristas procuravam vagas para estacionar
09/10/2014 às 10:13

Encontrar uma vaga de estacionamento é cada vez mais difícil em Manaus, e a situação é ainda pior quando é necessário recorrer a órgãos públicos para resolver alguma questão. Na avenida André Araújo, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, onde fica localizada boa parte dos órgãos de Justiça, placas e vigilantes indicam que as vagas de estacionamento são destinadas somente a servidores. Aos usuários, resta ‘rodar’ à procura de um lugar para estacionar, pagar por vagas privadas ou ‘apelar’ para os flanelinhas.

É o caso dos prédios da Justiça Federal e Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde várias placas restringem o uso das vagas aos servidores e a única opção para quem precisa resolver os problemas são os flanelinhas, que os próprios vigilantes dos estacionamentos pedem para os motoristas procurarem.

Um flanelinha que atua no local e não quis se identificar informou que, algumas vezes, há confusão e quem precisa ir aos órgõs públicos e não consegue estacionar não aceita que as vagas sejam apenas para os servidores.

“Nós tentamos fazer o que é possível. Às vezes ocupamos as vagas dos servidores e tiramos quando eles precisam”, disse o flanelinha.

Incoerência

Enquanto quem precisa estacionar rapidamente para resolver um problema em um dos órgãos dá voltas e voltas pelo quarteirão em busca de um espaço, as vagas destinadas ao Ministério Público Federal (MPF) ficam vazias, mas sem poderem ser ocupadas porque um cavalete impede a entrada.

De acordo com o flanelinha, essas vagas só são ocupadas a partir das 10h, quando os servidores começam a chegar. “As vagas ficam reservadas e ninguém pode ocupar”, acrescentou o flanelinha.

Para a advogada Elisangela Corrêa, que regularmente precisa participar de audiências no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e encontra bastante dificuldade para estacionar, são aplicados pesos e medidas diferentes na questão de destinação de vagas de estacionamento, pois enquanto um empreendimento particular precisa apresentar um projeto com número de vagas correspondente à demanda de clientes, diversos órgão públicos não destinam nenhuma vaga para o público.

“É um absurdo porque é necessário chegar com bastante antecedência no compromisso para poder correr atrás de uma vaga de estacionamento”, disse. De acordo com Elisângela, assim como ela, outras pessoas que precisam utilizar os serviços desses órgãos passam por essas situações. Próximo a esses órgãos, além dos flanelinhas que faturam com a busca do público, os estacionamentos privados também aproveitam a falta de opção do condutor para aumentar o lucro.

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