Publicidade
Manaus
Manaus

Prefeito de Manaus declara guerra ao Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários

Artur Neto afirma que Sindicato dos Rodoviários não comunicou paralisação e promete rigor para manter ônibus nas ruas 16/08/2013 às 09:23
Show 1
Posicionados na frente da garagem da Global Green, sindicalistas impediram a entrada de motoristas para pôr a frota na rua. Houve muita confusão
Florêncio Mesquita ---

O prefeito Artur Neto declarou guerra às paralisações nas empresas de transporte coletivo realizadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Manaus (STTR). A postura foi tomada depois da paralisação, considerada ilegal, na empresa Global Green, antiga Vitória Régia, que prejudicou mais de 300 mil pessoas da Zona Leste, nessa quinta-feira(15). Após a declarações de Artur, o presidente do STTR, Givanci Oliveira, anunciou que a greve – que não foi comunicada com antecedência à empresa, como determina a legislação – será mantida.

O prefeito classificou a paralisação como um crime contra Manaus e disse que não vai mais negociar com o sindicato. Na opinião de Artur Neto, o presidente do STTR deveria estar preso por conta da conduta criminosa de impedir que os funcionários da Global saíssem para trabalhar de manhã.

“Uma pessoa que se porta como marginal tem que ser presa. Lugar de marginal não é dirigindo um sindicato. É na prisão, e o advogado dele que se vire para soltar. Estou defendendo o interesse de 2 milhões de manauaras e não vou permitir que meia dúzia complique isso. De jeito algum. Não há cabimento, não passa pela minha goela, nem pelo entendimento, nem pelo meu cérebro”, disse.

Segundo o prefeito, “jagunços” armados que seguiam ordens do sindicato foram os responsáveis por impedir que motoristas e cobradores colocassem os ônibus nas ruas, enquanto que a Polícia Militar foi ineficaz. Ele criticou a demora e falta de intervenção “mais enérgica” da PM. “Reclamei com o governador Omar que a polícia, hoje, foi flácida. A polícia hoje não foi forte”, disse completando que espera que a postura da polícia seja outra.

Questionado sobre o que será feito caso o sindicato cumpra a ameaça de paralisar novamente a empresa Global, Artur desafiou a entidade a mostrar “quem tem mais bolacha no pacote”. Ele garantiu que todos os ônibus da empresa estarão em circulação nesta sexta-feira, conforme acordo firmado com a comissão que representa os funcionário da Global Transportes.

Ilegalidade

Artur esclareceu que a paralisação é ilegal porque deveria ter sido comunicada com antecedência à empresa, à prefeitura, à delegacia e à Justiça do Trabalho. “Os órgãos vão dizer quantos ônibus tem que funcionar, declarar a legalidade ou não da greve e determinar se eles podem ou não prosseguir. Do jeito que foi feito, é crime claro contra a cidade. É intolerável e eu não vou tolerar. Meu governo não vai tolerar que ajam criminosamente. Quem age criminosamente é criminoso”, disse.

A greve foi realizada porque os funcionários da Global Green reivindicavam o pagamento do FGTS que estava sendo descontado e não repassado. Ficou acertado que a parcela deste mês será quitada integralmente e o dinheiro que sobrou, depositado em uma conta a ser aberta pela empresa, no Banco do Brasil. O dinheiro deve ser aplicado na próxima parcela.

Blog

Artur Neto Prefeito de Manaus “Tem que desimpedir. Tem que tirar os caras na marra. A polícia é pra isso, é para desobstruir. É para obrigar a sair. Democracia não é um sujeito desse movido por instintos péssimos fazer o que quer. Democracia é um regime onde as pessoas fazem dentro da lei o que podem fazer. Essa diferença tem que ser estabelecida. A polícia é para tirar na marra. Não é para deixar baderneiro fazer o que quer com a cidade e prejudicar mulheres, crianças, deficientes adultos e idosos de uma região populosa como a Zona Leste. Quantas pessoas doentes deixaram de ter consulta hoje? Então é tirar na marra e acabar a conversa e não dar colher chá para isso. (...) Uma comunidade inteira sendo prejudicada por razões bastante fúteis por um sindicato que a cada momento perde mais a legitimidade e a capacidade de dialogar conosco.”

Publicidade
Publicidade