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Prefeito de Manaus sanciona lei que cria campanha permanente contra o Cyberbullyng

Artur Neto validou nova lei contra violência que ocorre na internet e no celular, com a propagação de mensagens e imagens constrangedoras   31/03/2015 às 16:53
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Cyberbullying’ é o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou um grupo
acritica.com Manaus (AM)

O Prefeito de Manaus, Arthur Neto, sancionou a lei que institui a campanha permanente de conscientização contra o 'Cyberbullying', que visa conscientizar a população a combater essa forma de intimidação, que utiliza a Internet para expor pessoas em situações constrangedoras. A nova lei foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) na edição desta segunda-feira (30).

O projeto de lei que deu origem a nova legislação é de autoria da vereadora Therezinha Ruiz (DEM), presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Manaus (CMM).  “Antigamente, ouvíamos muito falar apenas do Bullyng na escola, o problema que hoje eles usam a internet pra praticar tais intimidações, o que aumenta o constrangimento, já que muitos outros terão acesso”, disse.

Projeto de lei é de autoria da vereadora Therezinha Ruiz (DEM), presidente da Comissão de Educação da CMM

Conforme o artigo 2 da legislação, “entende-se por ‘Cyberbullying’ o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou um grupo, com a intenção de prejudicar, intimidar, agredir, causar dor, angústia ou humilhação à vítima”.

De acordo com a parlamentar, o tema requer uma atenção maior do poder público, no intuito de coibir essa prática, principalmente, nas escolas. “Geralmente, os casos de Cyberbullying são registrados entre pessoas de grupos de mesmo convívio, até pela facilitação de informações pessoais que esses grupos têm uns dos outros. Se tivermos uma campanha permanente haverá uma maior consciência em torno do assunto”, comenta Therezinha.

A campanha pode ser realizada por diversos órgãos públicos municipais, estaduais e federais, instituições privadas, principalmente em escolas, uma vez que o Ciberbullying deriva do Bullying, passando da intimidação pessoal para à Rede.

Ainda segundo Therezinha, as pessoas que passam por esse constrangimento adquirem outros traumas. “Não é só a questão de ter a vida particular exposta na Internet. Em muitos casos, a pessoa chega até se matar por conta da situação constrangedora que ela foi posta. Um dos casos que ficou mundialmente conhecido foi o da canadense Amanda Todd, que se suicidou após ter uma foto íntima divulgada em uma rede social”, destaca a parlamentar.

CYBERBULLYING

Uma em cada cinco crianças afirmam terem sido vítimas de cyberbullying em rede sociais durante o ano passado - com intimidações tão graves quanto estupro e violência sendo feitas. Uma pesquisa da associação britânia National Society for the Prevention of Cruelty to Children (NSPCC) mostra ainda que 10% dos jovens entre 11 e 16 anos tem sido alvo diário de "trolls" na internet. A organização clamou por estratégias destinadas à proteção das crianças antes que a situação "fuja do controle". As informações são do The Guardian.

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