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Manaus
Transporte

Prefeito diz que seria preso, mas não daria aumento da tarifa de ônibus em Manaus

O reajuste de R$ 3 para R$ 3,55 foi derrubado nesta manhã pela Justiça, mas caso a decisão fosse favorável ao aumento, o Arthur Neto disse baixaria um decreto reduzindo o valor 20/04/2016 às 15:30 - Atualizado em 22/04/2016 às 20:56
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Arthur Neto citou diversas melhorias feitas no sistema de transporte público de Manaus durante a gestão dele que não justificariam aumento do preço da passagem (Antônio Menezes)
Vinicius Leal Manaus

O prefeito de Manaus, Arthur Neto, disse na manhã desta quarta-feira (20) que poderia ser preso, mas não daria aumento no valor da tarifa de ônibus em Manaus, caso a Justiça desse uma decisão favorável ao reajuste. “Eu não iria aceitar, eu ia pegar um decreto meu e iria baixar a tarifa. Estaria à disposição de descumprir a ordem. Prende o prefeito, pronto”, disse.

No início desta manhã, a desembargadora Encarnação das Graças Salgado concedeu uma liminar à Prefeitura de Manaus suspendendo outra liminar anterior, impetrada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Manaus (Sinetram), que permitia o reajuste do valor da passagem de ônibus na cidade. O preço não será alterado para R$ 3,55, permanecendo o valor de R$ 3.

“Não seria justo dar reajuste agora. Desde o início eu tinha convicção que não ia ter aumento de tarifa, porque não é justo. Eu não dou. Se acontecesse (decisão da Justiça) aumento de tarifa, eu baixaria. Não iria aceitar, eu ia pegar um decreto meu e iria baixar a tarifa. Estaria à disposição de descumprir ordem. Prende o prefeito, pronto, E coloca o prefeito... que não seja na cela do Adail (Pinheiro, ex-prefeito de Coari)”, brincou Arthur Neto, durante coletiva de imprensa.

Subsídio

A justificativa dada pelos empresários de ônibus para pedir o aumento da tarifa, através da liminar do dia 8 de abril, era pela reposição inflacionária, devido ao aumento do valor do combustível e a falta do pagamento do subsídio de R$ 11 milhões que deveria ser pago pela Prefeitura de Manaus e pelo Governo do Estado. Arthur Neto confirmou o atraso, mas disse que a parte da prefeitura foi paga hoje.

“Eram 11 milhões. A prefeitura pagou 5,5 milhões à vista. O governador (José Melo) disse que vai fazer esforço em liquidar o ano inteiro”, comentou Arthur. “Eu disse aos empresários que era hora de todo mundo apertar o cinto. Não tem fartura para ninguém, e porque há de ter para eles? É esperar que essa crise passe. Já estamos conversando com eles sobre alternativa razoáveis e eficazes sobre redução de custos”.

Futuro aumento?

Sobre a possibilidade dos empresários solicitarem novamente da Justiça o reajuste da tarifa, o prefeito falou que sempre vai recorrer quando for necessário. “Eles podem entrar (pedir aumento de tarifa), mas na minha convicção esta coisa está vencida. Até peço a eles (empresários) que não façam jogos de pressão. A forma como fizeram foi completamente errada. Pegaram às seis da tarde uma liminar e anunciaram à minha revelia. Enquanto for eu o dirigente de Manaus essa palavra final sobre tarifa vai ser minha”, disse.

Investimentos

O prefeito citou melhorias feitas no sistema de transporte público de Manaus durante a gestão dele que não justificariam reajustes na tarifa, como a criação do Consórcio Operacional, que possibilita que uma empresa cubra as deficiências de outra, dando mais equidade ao serviço oferecido; reformas dos terminais, pontos de ônibus e criação de novos abrigos, o Centro de Controle Operacional (CCO), o sistema de biometria, além da criação das faixas segregadas e outras medidas que vão possibilitar a correta implantação do Bus Rapid System (BRS).

“O sistema está melhor. Houve uma mudança estrutural muito grande. Reconheço que ainda é um sistema de nível sofrível, não acho que seja um sistema bom – se eu falasse que o sistema é maravilho eu não estaria falando a verdade. Mas me refiro ao nível atual de eficiência do sistema”, explicou Arthur.

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