Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Manaus

Prefeito instaura sindicância e afasta suspeitos de comercializar sepulturas em Manaus

Segundo denúncias, três servidores da Semulsp comercializavam covas em três cemitários da capital



1.jpg Sepulturas dos cemitérios São João Batista, Santo Alberto e Santa Helena custavam até R$ 30 mil
26/08/2013 às 21:06

O Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, suspendeu por 30 dias os servidores Ademilde Cavalcante Andrade, Lenai Culto Franca e José Alfredo Cavalcante de Vasconcelos, suspeitos de comercializarem sepulturas em três cemitérios da cidade. O afastamento é uma determinação do Estatuto do Servidor Municipal para que os servidores envolvidos não atrapalhem a apuração das irregularidades denunciadas pela imprensa local no último dia 25 de agosto.

O decreto determinando o afastamento foi assinado pelo prefeito na tarde desta segunda-feira (26), e será publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta terça-feira.

As denúncias serão apuradas por uma comissão de sindicância administrativa formada por quatro servidores designados pelo secretário Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), Paulo Farias. A portaria que instala a comissão também foi assinada pelo secretario nesta segunda e será publicada no DOM dessa terça-feira (27).

O afastamento é baseado nos artigos 234 e 235 do Estatuto do Servidor Municipal, Lei 1.118 de 1971. O dispositivo determina a suspensão preventiva de servidores possivelmente envolvidos em irregularidades na prestação do serviço público. A suspensão de 30 dias é prorrogável por igual período.

O secretário explicou que os servidores estão afastados de suas atividades. “Eles não estão em suas funções, mas à disposição da comissão para prestar qualquer esclarecimento sempre que forem convocados”, explicou. “O trabalho será rápido porque a documentação é conclusiva. O estatuto prevê punições que vão de advertência ao desligamento”, explicou.

Segundo as denúncias, servidores estavam comercializando sepulturas dos cemitérios São João Batista, Santo Alberto e Santa Helena por até R$ 30 mil. A atividade é irregular porque não há propriedade de sepulturas. Os parentes dos mortos recebem uma concessão de uso das sepulturas.

*Com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Manaus

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