Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
SARGENTO PRESO

Prefeitura abre sindicâncias para apurar conduta de PM em morte de engenheiro

Sindicância também vai apurar uso de carro da Prefeitura no dia em que Flávio Rodrigues teria sido sequestrado da casa de Alejandro Molina, filho da primeira-dama. Vítima foi encontrada morta em bairro vizinho um dia depois



48871204851_e80ceda50c_c_93DD9788-3A59-4C85-984A-5A97AA40B034.jpg Prefeitura prestou esclarecimentos a vereadores sobre 'Caso Flávio'. Foto: Marinho Ramos/Semcom
09/10/2019 às 17:01

A prefeitura abriu duas sindicâncias para apurar a presença do sargento Eliseu da Paz, lotado na Casa Militar, e o uso do Toyota Corola, alugado ao Município e que aparece em imagens de segurança do Condomínio Passaredo, onde mora o filho da primeira-dama, Alejandro Valeiko, no dia da morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos.

A informação foi divulgada pelo secretário Extraordinário de Articulação Política, Luiz Alberto Carijó, e o procurador-geral do Município, Rafael Albuquerque, durante sessão na Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta quarta-feira (9), para esclarecer dúvidas de vereadores sobre o suposto uso da máquina pública no dia do crime.



>>>Leia mais: Representante de Artur justifica presença de segurança na casa de Alejandro

“Nós já temos duas comissões de sindicâncias para apurar as circunstâncias de envolvimento de um servidor público, ocupante de cargo em comissão, no evento. A outra comissão de sindicância instaurada é para apurar as circunstâncias de utilização de um veículo. Caso comprovada alguma ilegalidade, aplicaremos as penalidades passíveis de serem aplicadas”, esclareceu.

As portarias das comissões de sindicância têm 30 dias para conclusão, podendo ser prorrogadas por mais 15, pois é preciso terminar o inquérito policial para que possa ser feito o enquadramento legal dentro do aspecto administrativo.

Segundo o procurador-geral, da Paz pode ser demitido. “Os membros indicarão a providência de afastamento cautelar do servidor ou a sua permanência nos quadros da instituição, caso não esteja preso, até que seja concluída essa comissão. Ao terminar essa comissão, ele pode vir a ser demitido do cargo, não podendo mais assumir cargo similar na estrutura do município”, explicou.

Justificativas

Sobre os indícios de uso indevido da estrutura da administração municipal na casa de Alejandro Molina, filho da primeira-dama Elisabeth Valeiko, no dia do crime, Carijó e Albuquerque afirmaram que a Prefeitura de Manaus não está “prevaricando”, isto é, praticar indevidamente um ato de ofício contra disposição expressa de lei para satisfazer interesses pessoais.

“Não houve nem um tipo de prevaricação. Todas as medidas que cabem a instituição Prefeitura de Manaus estão sendo apuradas. Não recebemos nem uma missiva, nenhum ofício, nenhuma carta, nada da Polícia Civil. Nós não falharemos em tomar as providências que sejam necessárias, tão logo saibamos de qualquer ato que envolva a Prefeitura de Manaus”, garantiu Albuquerque.

O procurador-geral do município destacou ainda a o Decreto Municipal 2.572, de outubro de 2013, que legitima a segurança pessoal para o prefeito, vice-prefeito e suas respectivas famílias.  Mesmo assim, ele explicou que foram instauradas as sindicâncias para apurar a presença do servidor municipal no dia do incidente.

O convite para participação dos membros da prefeitura foi encaminhado pelo presidente da Câmara, vereador Joelson Silva (PSDB).

*Com informações de assessoria

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