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Prefeitura de Manaus aplica duas multas e 13 interdições no 1º dia contra o mosquito Aedes aegypti

Durante o Dia Z, fiscais da Visa Manaus notificaram donos de imóveis que mantinham dentro de casa focos de mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika 21/12/2015 às 10:35
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Estabelecimentos foram inspecionados por fiscais da Visa Manaus
Isabelle Valois e Oswaldo Neto ---

Treze locais foram interditados no primeiro dia da mobilização do “Dia Z de Combate ao Aedes aegypti”, mosquito que transmite a dengue, chikungunya e a zika. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), além das interdições, duas autuações foram geradas na fiscalização, ambas a locais que tinham criadouros do mosquito.

A mobilização, que continua ocorrendo com ações de fiscalização em toda a cidade, foi lançada sábado. Segundo fiscais da Visa Manaus, em média quatro endereços são visitadas, por dia, por cada equipe.

O Amazonas está em alerta e a ação é diária, acompanhada por agentes da Vigilância Sanitária do município (Visa Manaus). Os agentes são os responsáveis por inteditar o local, quando necessário, e multar o proprietário nos casos mais graves. A multa pode chegar a até R$ 33,5 mil.

Campanha Dia ‘Z’

No sábado, mais de sete mil servidores estaduais e municipais particiciparam do “Dia Z” em Manaus. A medida visa intensificar os trabalhos de campo em todas as zonas da cidade e evitar a proliferação de casos de dengue, chikungunya e zika. Segundo último Levantamento Rápido de Índice por Aedes aegypti (LIRAA), a capital possui médio risco de infestação.

A concentração do Dia Z contra o mosquito ocorreu na Bola do Produtor, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste. Servidores das secretarias Municipal (Semsa) e Estadual de Saúde (Susam) participaram de atividades antes de irem a campo realizar as ações, que segundo a Semsa, deve durar seis meses por meio do Plano Emergencial de Resposta a Epidemia por Doenças Infecciosas e Virais.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, os maiores casos de dengue são registrados em casas ocupadas. “Fizemos o LIRAa no mês passado e visitamos 30 mil imóveis. Onde encontramos problemas 80% havia pessoas morando, então o problema não é terreno baldio, mas sim a casa da gente”, informou Leão.

Maior índice

Segundo dados do Levantamento Rápido de Índice por Aedes aegypti (LIRAa) coletados em 29,8 mil residências de Manaus no mês de novembro, a capital apresenta risco de infestação predial de 1,4. Isso significa de 100 casas inspecionadas, uma possui criadouros de mosquito. 

No entanto, a Zona Leste é a que apresenta maior índice, de 2,9. “Iremos fazer um barulho para chamar a atenção das pessoas, mas nenhum drone irá funcionar se não houver a conscientização das pessoas. Se não tiver o envolvimento e o sentimento de que cada um faz parte disso, nós não venceremos essa guerra”, disse o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão.

Na rua Itacolomy, bairro Armando Mendes, Zona Leste, fiscais localizaram possíveis focos em uma área com lixo próximo a um ferro velho. A responsável foi notificada a comparecer ao Departamento de Vigilância Sanitária (Visa Manaus) para explicar os focos encontrados. A multa pode chegar a 400 UFMs (R$ 33,5 mil).

Em números

O valor de R$ 33,5 mil é o máximo da multa aplicada a residências, terrenos ou estabelecimentos  que sejam identificados com criadouros do mosquito Aedes aegypti. Os proprietários são notificada a comparecer ao Departamento de Vigilância Sanitária (Dvisa) para explicar os focos encontrados.

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