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Prefeitura de Manaus instala grade para evitar comércio ilegal e deixa usuários irritados

Taxistas e canoeiros que trafegam ao lado do mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro, reclamam que operações estão dificultando o fluxo de veículos 14/10/2014 às 10:02
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Grade foi instalada para conter comércio ilegal de pescado feito por canoeiros
Jornal A Crítica ---

Taxistas e canoeiros reclamam que um portão instalado pela Prefeitura de Manaus na travessa Tabelião Lessa, ao lado do mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro, estaria dificultando o transporte de passageiros, inclusive de doentes, que chegam do interior, além das operações de carga/descarga de mercadorias dos barcos.

“Tem pessoas que chegam em Manaus e vêm doentes do interior, mas são obrigadas a subir as escadas porque não é mais possível descer com o carro até a beira do rio para pegar esse passageiro. A prefeitura colocou uma grade na rampa (que dá acesso à beira do rio) e agora a gente não pode fazer mais nada. E também nem o transporte de mercadoria”, afirmou o taxista João Almeida, que atua na área do Centro há mais de dez anos.

A reclamação do motorista é a mesma de canoeiros que atuam na beira-rio. O trecho da travessa Tabelião Lessa, também conhecido popularmente como “Boca da Onça”, dá acesso ao rio Negro e por isso era bastante utilizado, com fluxo intenso de veículos. Hoje, algumas pessoas, para encurtar caminho, estão pulando o portão. Os canoeiros continuam vendendo o peixe na “beira da Boca da Onça”, mas A CRITICA constatou ontem que esse comércio está ocorrendo em condições precárias de higiene.

A Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) explicou que o portão foi instalado para coibir a venda de pescado no local porque oferecia risco à saúde pública, mas que pode ser aberto sempre que houver necessidade de transporte de pessoas doentes e idosos, bastando para isso ocorrer uma solicitação feita rapidamente à administração do mercado Adolpho Lisboa.

O órgão informou também que antes da instalação do portão, canoeiros e Poder Público sentaram para negociar a saída deles do local. Os 17 que atuavam na época foram realocados para a Feira do Coroado, no bairro com mesmo nome, Zona Oeste, porém, desses, apenas dois permaneceram na feira, apesar do apoio logístico oferecido como boxes, uniformes e cursos. O restante optou por retornar para o local de origem antes de participarem da capacitação para manipulação de alimentos, de acordo com a Sempab.

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