Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2020
APURAÇÃO

Prefeitura deve explicar em 10 dias rachadura no viaduto Ayrton Senna

Durante visita ao local, o promotor do MPAM Paulo Stélio constatou a rachadura que o executivo municipal classifica como 'abertura comum'



inspe__o_viaduto_64a0c_6DCDACDB-DEDF-42B5-A74E-28C338B511B2.jpg Foto: Divulgação/MPAM
14/02/2020 às 11:34

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deu prazo de 10 dias para que a Prefeitura de Manaus explique uma rachadura de grandes proporções no viaduto Ayrton Senna, localizado na Avenida Mário Ypiranga, com a Djalma Batista, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. 

A rachadura atravessa o trecho de asfalto do viaduto na altura da Rodoviária de Manaus, e tem gerado preocupação aos motoristas que passam todos os dias pelo local. Prefeitura afirma que trata-se de uma "abertura comum".



Durante a visita do MPAM ao local, o promotor Paulo Stélio, acompanhado de equipe técnica de engenharia, avaliou as condições do viaduto e afirmou que existe uma rachadura que está sendo disfarçada com asfalto e que não resistiu ao trabalho intenso das juntas de dilatação e mostrou novamente a situação da via. 

"De fato estamos vendo que há um problema na junta de dilatação só que não há manutenção. Você percebe aqui que, simplesmente, jogaram asfalto em cima sem tratar a junta de vedação. Eu penso que a Prefeitura tenha que, em caráter de urgência, dar a manutenção devida para evitar um mal maior no futuro", disse Stélio.

Em nota enviada ao A Crítica, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) afirma que a situação no viaduto não se trata de uma 'rachadura', e sim de 'uma abertura comum'. "Vale ressaltar que a abertura que está exposta não causa danos e não altera as características", diz trecho da nota. 

De acordo com o órgão, apesar de não reconhecer o problema, já que "as juntas são espaços vazios que permitem que a parte da estrutura se movimente com flexibilidade", a secretaria afirma que "fará o reparo necessário no pavimento", finaliza. 

A viabilidade do tráfego de veículos no local será apurada pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Especializadas na Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e da Ordem Urbanística (CAO-MAPH-URB), que manteve o prazo de 10 dias para que a Prefeitura se manifeste sobre a situação no local.

"O objetivo é para que sejam realizadas obras de manutenção e reforma imediatamente pelo perigo iminente para quem transita pelo local", conclui o promotor Paulo Stélio.

Repórter

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