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Prefeitura inicia o processo de desocupação da praça Tenreiro Aranha, no Centro de Manaus

Durante a noite, alguns trabalhadores foram realocados para o Complexo Turístico Ponta Negra, na Zona Oeste, e outros para o Camelódromo Floriano 2, no Centro 20/08/2015 às 11:20
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Os artesãos e camelôs que trabalhavam na praça Tenreiro Aranha serão realocados em outros espaços da prefeitura
Luana Carvalho Manaus

A praça Tenreiro Aranha, no Centro da cidade, amanheceu, ontem, sem os 45 artesãos que há 20 anos ocupavam o espaço. Durante a noite, alguns trabalhadores foram realocados para o Complexo Turístico Ponta Negra, na Zona Oeste, e os outros para o Camelódromo Floriano 2, na avenida Floriano Peixoto. Os tapumes serão colocados hoje para início da revitalização da praça.

Quem trabalha próximo ao local sentiu falta dos companheiros. É o caso da vendedora ambulante Maria Inês Cardoso, 41. “A última vez que eles abriram foi na terça-feira. Foi estranho vir trabalhar e não encontrá-los aqui. Alguns se tornaram grandes amigos”.

Antes do acordo com a prefeitura, os artesãos estavam inconformados com a situação indefinida. Na semana passada eles fizeram uma manifestação pois não haviam recebido qualquer notificação ou feito acordo para saírem da praça.

Na última terça-feira eles retiraram seus produtos e deixaram as barracas fechadas. De acordo com a Prefeitura de Manaus, outros nove artesãos indígenas do Janauari, que foram integrados ao projeto Viva Centro, totalizando 54 trabalhadores, também foram realocados.

O acordo foi feito em reunião entre o prefeito Arthur Virgílio Neto e a categoria, na última segunda-feira. Enquanto barracas de 21 artesãos foram levadas para o Complexo Turístico Ponta Negra, ao lado da pista de skate, os outros 33 trabalhadores foram encaminhados para o Camelódromo Floriano 2, no Centro.

Até a última terça-feira, 37 artesãos, dos 45 cadastrados pelo município, estiveram na Subsecretaria Municipal do Centro Histórico para assinar o Termo de Compromisso e Reserva de Espaço Comercial. Os nove indígenas que ganharam o direito de ingressar no projeto também já assinaram o Termo. Segundo a prefeitura, eles receberão Bolsa Auxílio de R$1 mil e cesta básica mensal.

‘Ambulantes’

Além dos artesãos, pelos menos 20 vendedores ambulantes também ocupam a área da praça Tenreiro Aranha. Um dos trabalhadores, que pediu para não ter o nome divulgado, contou que até o momento a situação deles também é indefinida.

A Secretaria Municipal do Centro (Semc) informou que os camelôs do entorno da Praça Tenreiro Aranha também serão realocados, mas não informaram uma previsão. “Todos eles já estão cientes que vão sair, mas ainda haverá uma reunião com esses trabalhadores, para tomarem ciência das opções que eles têm ao aderirem ao projeto Viva Centro”.

Concurso

Em alusão ao Dia da Fotografia a Fundação Municipal de Cultura, Turismo, e Eventos (Manauscult) abriu, ontem, o edital para o concurso fotográfico “Onde Passo?”.

A proposta é estimular um novo olhar sobre o Centro Histórico de Manaus, e o concurso irá selecionar 24 fotos produzidas por fotógrafos amadores e profissionais, para exposição pública, além de premiar os primeiros lugares. As inscrições começaram às 20h de ontem e podem ser feitas até o dia 2 de outubro.

De acordo com diretor-presidente da Manauscult, Bernardo Monteiro de Paula, o concurso “Onde Passo?” vai despertar a percepção para as belezas e características peculiares do Centro Histórico de Manaus. “O Centro da cidade carrega a nossa história em sua arquitetura e no seu cotidiano urbano, em meio a isso, há sempre detalhes, cores e formas que expressam bem a nossa formação cultural. Queremos que os participantes captem isso: o que tem nesse lugar? Onde passo? Como ele é?", explicou o diretor-presidente ressaltando que a exposição resultado do concurso integrará a programação em comemoração ao aniversário de Manaus.

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