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Prefeitura interessada em firmar parcerias público privadas

O objetivo das parcerias é tocar obras do município, como a revitalização da Manaus Moderna, no Centro (entorno da feira e a avenida), e a construção de um centro administrativo municipal – uma espécie de ‘shopping’ institucional 17/10/2013 às 07:42
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Os investidores do Ewing Group elaboram a construção de um centro administrativo, edifício-garagem e de um porto
cinthia Guimarães ---

A Prefeitura de Manaus se mostrou interessada em firmar parcerias público privadas (PPPs) para tocar obras do município, como a revitalização da Manaus Moderna, no Centro (entorno da feira e a avenida), e a construção de um centro administrativo municipal – uma espécie de ‘shopping’ institucional que vai abrigar várias secretarias, casas bancárias, restaurantes, auditório, salas de reuniões, entre outros.

A proposta foi apresentada na semana passada pelos executivos do Ewing Group Construction, Carlos Araújo e Milton Milton Filding, ao prefeito Artur Neto e ao secretário de governo, Humberto Michiles, durante reunião na prefeitura.

“O centro administrativo é uma possibilidade de fazer PPP, já que o município não teria recursos. Isso pode ser feito também com a Manaus Moderna e um depósito de lixo. A prefeitura está a aberta a parcerias como forma de antecipar investimentos”, explicou Humberto Michiles.

A atual gestão não deu início a nenhuma obra na modalidade de parceria privada, mas possui um conselho para avaliar projetos de PPPs, que antes precisam passar por processo licitatório, como rege a Lei de Responsabilidade Fiscal (8.666/1993).

Projeto

Por enquanto, o Ewing Group terá que entregar à prefeitura um projeto de viabilidade econômica, elencando quais serão as áreas prioritárias. O grupo econômico vai elaborar a proposta de construção do centro de administrativo, de um edifício-garagem pra diminuir fluxo de veículos no Centro, revitalização da Manaus Moderna e construção de um porto para embarcações regionais. “Vão inaugurar um mercado lindo com uma favela do lado na Manaus Moderna. Se prefeitura não tem dinheiro, a gente constrói e vai amortizando a dívida. O que é problema para o município, para nós pode ser uma solução. Temos tecnologia, conhecimento e recurso para fazer parceria”, disse o coordenador regional do Ewing Group, Carlos Araújo.

Outra proposta do grupo é bancar a construção de 127 escolas municipais, já que a prefeitura desembolsa por ano R$ 28,2 milhões em prédios alugados. Apesar disso, já existe em curso um pedido de financiamento para tocar essas obras.

“Já está em curso um processo de financiamento das escolas. Mas se a PPP for mais rápida, não vejo obstáculo de adotar este caminho. Temos limite de 5% receita anual com PPP”, informou o secretário de governo.

O Ewing Group é um grupo de investidores internacionais formado por empresas dos Estados Unidos e da África do Sul com atuação nos setores da construção civil, logística e indústria naval.

Projeto em fase de estudo de viabilidade

Os executivos do Ewing Group se reuniram, na semana passada, com o secretário de Estado de Planejamento, Airton Claudino, e com o coordenador da Unidade Gestora de Projetos (UGP) da Cidade Universitária, George Tasso, para afinar a proposta apresentada em setembro sobre a execução das obras do Polo Naval de Manaus e da Cidade Universitária em Iranduba via iniciativa privada.

Como as obras do complexo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em Iranduba já estão encaminhadas, a ideia do Estado é fazer uma parceria para a construção do “Campus do Povos da Terra” (futuro espaço dedicado às instituições de pesquisas) e gestão da cidade universitária na área de saneamento, energia, água, mini shopping, restaurantes e bancos.

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