Publicidade
Manaus
Manaus

Prefeitura monta força-tarefa para impedir epidemia de Chikungunya

Levantamento de áreas com maior risco de criadouros em Manaus irá iniciar nesta segunda (3), além do combate  como borrifação. Febre com sintomas parecidos com dengue, e transmitida pelo mesmo mosquito, já fez dois suspeitos 03/11/2014 às 00:45
Show 1
Ações visam combater casos de febre em Manaus
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está executando uma força-tarefa para impedir a proliferação de casos da febre chikungunya - a doença prima da dengue - em Manaus. Com dois casos registrados, segundo o secretário Homero de Miranda Leão, o objetivo é evitar que em Manaus se repitam status de epidemia como já ocorre em outras cidades do País como Feira de Santana na Bahia.

O treinamento de profissionais da saúde para cuidar dos possíveis casos da doença foi a primeira ação. A próxima começa nesta segunda-feira (3) como levantamento das áreas com maior risco de criadouros do mosquito transmissor da doença. Em seguida, os locais sofrerão borrifações e intensa campanha para que as comunidades promovam a principal forma de combate à dengue e à febre chikungunya: higiene e guerra contra a água parada.

A febre chikungunya é transmitida e tem sintomas muito parecidos com a dengue. Os registros da doença até agora indicam que ela não tem a mesma variação da dengue (com quatro tipos e gravidades diferente). A chikungunya também não apresenta desdobramentos como hemorragias e casos graves que podem levar à morte. O grande risco da doença é transformar os infectados em doentes crônicos de fortes dores nas articulações.

A exemplo do que está ocorrendo em todo País, a terceira edição do Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2014 vai levar em consideração tanto o combate à dengue quanto a febre chikungunya. Homero de Miranda Leão informou que o LIRAa vai visitar 27.094 imóveis selecionados por amostragem para após essa sondagem apontar um diagnóstico sobre as áreas com maior criadourou do vetor transmissor das doenças, que são os mosquitos aedes aegypti e aedes albopictus.

Combate

Ele afirmou que os locais a serem sondados serão apontados hoje. Segundo o secretário, no ano passado as áreas identificados com maior número de criadouro estavam nas Zonas Norte e Leste da cidade.

“Acho que com o tempo as pessoas vão relaxando do combate à doença, porque vamos tendo menos registros ou têm menos medo da gravidade. E aí relaxam no combate à água parada. Uma tampinha de garrafa pet no quintal, uma lata na rua, um chafariz mal cuidado em condomínios e shoppings podem virar criadouro do mosquito transmissor da doença. Não podemos dizer exatamente que é falta de esclarecimento porque a campanha de prevenção é feita permanentemente para toda a população”, declarou o secretário.

Publicidade
Publicidade