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Prefeitura poderá punir empresas que não cumprirem acordos

De acordo com o secretário de Governo, Humberto Michiles, que representou o prefeito Arthur Virgílio Neto, tudo o que a Prefeitura puder fazer para que haja mais respeito nessa relação empregador/empregado será feito, respeitando as esferas da Justiça e do Trabalho 12/07/2013 às 14:31
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O prefeito de Manaus, Artur Neto, em encontro com rodoviários na tarde desta segunda (01)
acritica.com Manaus, AM

A Prefeitura de Manaus poderá punir as empresas do Sistema de Transporte Coletivo que não atenderem às reivindicações trabalhistas dos rodoviários. A medida foi anunciada, na manhã desta sexta-feira, 12, após reunião com aproximadamente 350 rodoviários que foram para frente da Prefeitura, no bairro Compensa, zona Oeste, pedir maior rigidez com as empresas que há anos não pagam os benefícios trabalhistas.

De acordo com o secretário de Governo, Humberto Michiles, que representou o prefeito Arthur Virgílio Neto, tudo o que a Prefeitura puder fazer para que haja mais respeito nessa relação empregador/empregado será feito, respeitando as esferas da Justiça e do Trabalho.

“Nós queremos um sistema equilibrado, que atenda à população com qualidade, remunere bem os seus integrantes e que tenha uma tarifa justa. Agora, se as empresas não cumprirem com as suas obrigações, certamente estarão sujeitas às punições mais duras que a Prefeitura puder aplicar, inclusive com o rompimento do contrato”, afirmou Michiles.  

Ainda segundo o secretário de Governo, as sanções não serão tomadas de maneira imediata, mas dando a oportunidade para que as empresas busquem a regularização, desde que nem os trabalhadores e nem a população continuem sendo prejudicados.

“Há uma semana o prefeito se reuniu com as empresas e os trabalhadores do Transporte Coletivo para intermediar um acordo. O que fomos informados é que algumas empresas já buscam junto à Caixa Econômica Federal uma alternativa para regularização do recolhimento do FGTS. Os valores atrasados serão parcelados e o pagamento deverá acontecer a partir do mês de Agosto”, informou.

Além das questões trabalhistas, os rodoviários também pediram melhorias na infraestrutura do sistema. Anderson Azevedo, motorista da linha 305, reclamou da falta banheiro no terminal da Matriz. “Esse é um problema que os motoristas e cobradores da empresa São Pedro sofremos todos os dias, por não ter um local adequado que atenda às nossas necessidades”, lamentou.

Segundo Michiles, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) será acionada para resolver, com a máxima urgência, o problema. “Essa é uma reivindicação que cabe ao município e vamos resolver. Até que a requalificação definitiva da praça da Matriz, Centro, e dos terminais de ônibus seja concluída buscaremos soluções alternativas que possam dar mais dignidade aos trabalhadores do sistema”, concluiu.

Manifestação

Deste a última quinta-feira, 11, quando aconteceu o “Dia Nacional de Lutas”, rodoviários de Manaus paralisaram 60% da frota de ônibus para pedir que os empresários depositem o FGTS e INSS dos trabalhadores, além da participação nos lucros da empresa e melhorias nas condições de trabalho. De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir de Oliveira, a categoria enfrenta vários problemas que o Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram) não está disposto a negociar.

Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que o Sistema de Transporte Coletivo operou com 80% da frota total de ônibus na manhã desta sexta-feira, segundo dia da greve promovida pelo Sindicato dos Rodoviários.  Três empresas funcionaram com suas frotas completas e as empresas Líder, Vega e Açaí com apenas 60%.

* Com informações da assessoria

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