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Manaus
REPAROS

Prefeitura realiza trabalhos emergenciais para conter efeitos da chuva

Só neste mês, por exemplo, um dos mais chuvosos do ano, quatro pontos da cidade, nas zonas Centro-Sul, Leste, Oeste e Centro, precisaram de obras emergenciais 29/04/2016 às 04:55
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Na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul, operários trabalham na reconstrução de uma galeria que cedeu com a chuva (Euzivaldo Queiroz)
Luana Carvalho

Rompimento de tubulações, desbarrancamentos e crateras. Neste período de chuva, muitas estruturas não suportam o grande volume de água por conta do desgaste causado pelo tempo e por falta de manutenção constante. Só neste mês, por exemplo, um dos mais chuvosos do ano, quatro pontos da cidade, nas zonas Centro-Sul, Leste, Oeste e Centro, precisaram de obras emergenciais.  

Na Compensa, Zona Oeste, próximo ao Centro de Convivência Madalena Arce Daou, um vazamento na rede da concessionária Manaus Ambiental causou infiltração, que comprometeu a estrutura do talude, levando-o a ceder. A cratera alcançou a pista e foi preciso isolar parte da via.

O motorista Antônio Vasconcellos Lima, 47, contou que, em horários de pico, a via fica ainda mais congestionada por conta do trecho interditado. “Olhando de perto a gente vê que está perigoso porque a cratera está se abrindo por debaixo da pista”, comentou.  

Ontem, a equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) começou os trabalhos no trecho para a recomposição do talude.  O local vai receber uma nova contenção de rip-rap, com aproximadamente 45 metros, onde serão necessários mais de 180 metros cúbicos de aterro para conter a erosão. Sequencialmente, a via, que está em solo natural, receberá pela primeira vez os serviços de asfaltamento, meio-fio e sarjetas.

‘Djalma Batista’

As obras de recuperação emergencial em uma tubulação de drenagem profunda que cedeu na tarde do último domingo na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul, tem provocado congestionamentos quilométricos em uma das principais vias de Manaus.

O serviço tem o prazo estimado de 20 dias para ser concluído. A Seminf informou que está executando a ampliação e a recuperação dos tubos  da drenagem profunda, responsáveis pela vazão do igarapé do Passeio do Bindá, que corta a avenida. Esta não é a primeira vez que a calçada cede, conforme relatou uma moradora do conjunto Eldorado. “Esta calçada já estava cedendo há um tempo. Era um problema anunciado, principalmente porque os donos do empreendimento ao lado do igarapé estão invadindo a área verde e comprometendo as árvores, que deveriam conter essa erosão”, disse ela, que pediu para não ter o nome divulgado.

‘Centro’

Na rua Tapajós, Centro, a rede de drenagem existente está sendo substituída por novas tubulações desde o dia 12. O serviço teve início após o rompimento de um trecho da drenagem ocasionado por uma forte chuva, deixando, inclusive, a vida interditada. Segundo a pasta, os trabalhos devem ser concluídos daqui a dez dias.

Obras na Zona Leste

Na rua 36 do bairro Mutirão, Zona Leste,  um terreno baldio que estava sendo utilizado pela população da área como lixeira viciada provocou o desvio irregular das águas pluviais seguido de uma erosão.  A Seminf informou que o local vai receber uma nova contenção de rip-rap, com aproximadamente 45 metros, onde serão necessários mais de 180 metros cúbicos de aterro para conter a erosão. Sequencialmente, a via, que é de terra, receberá pela os serviços de asfaltamento, meio-fio e sarjetas.

Sobre os custos para a execução das obras emergenciais, a pasta ressaltou que os trabalhos de serviços básicos, que abrangem obras de drenagem profunda, superficial, asfaltamento, entre outras, são executados por meio de administração direta e sem custos adicionais.  Neste ano, de janeiro a março, a pasta informou que  foram executados mais de 3 mil metros de drenagem profunda. De drenagem superficial, com a execução de serviços como construção de meio-fio, sarjeta e canaleta, são contabilizados, até o momento, mais de 14 mil metros.

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