Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
IMIGRANTES

Prefeitura vai alugar sítio na AM-010 para abrigar indígenas Warao

"É um belo sítio que reproduz o habitat do qual viviam os índios Warao", afirmou o prefeito Artur Neto. Mais de 500 imigrantes indígenas venezuelanos vivem nos abrigos de Manaus



artur_97F2AFC4-28C8-4EAA-AE38-C11661DBD97B.jpg Foto: Arquivo/AC
20/05/2019 às 15:28

O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), anunciou na manhã desta segunda-feira (20) que o executivo municipal vai alugar um sítio no quilômetro 53 da AM-010, rodovia que liga Manaus a Itacoatiara, para abrigar os imigrantes indígenas venezuelanos da etnia Warao. A declaração foi dada após o Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas recomendar abrigos diferenciados para os indígenas.

“É um belo sítio que reproduz o habitat do qual viviam os índios Warao. Sentimos que para eles é uma angústia ficar numa cidade grande. Eles vêm para um país, cultura, língua estranha e o meio ambiente completamente diferente do que moravam. Lá eles poderão pescar, criar animais, viver no mundo rural e até caçar”, disse o prefeito durante seminário regional sobre refugiados, migrantes e vulnerabilidades.



O evento reúne, até esta terça-feira (21), representantes dos governos federal, estadual, sociedade civil e especialistas do Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, União Europeia e agências das Nações Unidas.

Em busca de sobrevivência, os indígenas venezuelanos começaram a migrar para Manaus desde o início de 2017. De acordo com a Prefeitura, 566 imigrantes indígenas venezuelanos da etnia Warao estão distribuídos nas três casas de acolhimento localizadas nos bairros Alfredo Nascimento, Centro e Coroado. Além de abrigos e casas de acolhimentos, grupos de refugiados venezuelanos ocupam área ao redor da rodoviária de Manaus.

A secretária municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania, Conceição Sampaio, afirmou que o modelo de acolhimento rural já está definido e nem todos os indígenas irão para o sítio.

“Já temos muitos indígenas urbanos. Precisamos inserir essas pessoas no nosso dia a dia, por exemplo, como os haitianos. Talvez a ideia de abrigo não seja sempre possível. Se fizermos a interiorização olhando o passivo que está na rodoviária e fora dos abrigos a resposta será mais positiva”, declarou.

O MPF constatou que o atual modelo, de abrigos coletivos, tem resultado em vários conflitos e por isso pede a mudança para o modelo descentralizado, com acomodações destinadas a abrigar grupos familiares menores. Na recomendação, divulgada no dia 7 de maio, o MPF estabelece o prazo de 60 dias para que as mudanças no modelo sejam efetivamente implementadas e informadas ao órgão.

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Repórter de A Crítica

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